Turismo de luxo se redefiniu após crise econômica mundial

[Por Panrotas, 05/05/2015]
Após a crise econômica iniciada em 2008, não houve um setor que não fosse afetado e com o turismo de luxo não foi diferente. Quem afirma com veemência é a proprietária da Key Partners, Sylvia Leimann, empresa de representação de hotéis de segmento no Brasil. “O consumidor teve de adaptar suas vontades, mas sem deixar de aproveitar o que o mercado oferece”. A empresa realizou hoje, no restaurante Corrientes 348, em São Paulo, um almoço para cerca de 50 agentes de viagens, que ficaram atualizados em relação às novidades da hotelaria de luxo.
Com sete hotéis de luxo dos Estados Unidos, da Itália, Inglaterra, França, e de Portugal agregados ao portfólio da Key Partners, Sylvia acredita que o momento econômico mundial em 2008 se reflete hoje no Brasil. “O nosso turista, com a atual situação política do País e a alta do dólar, não vai deixar de viajar. Ele planeja melhor: se antes ficava duas semanas, agora são dez dias, se ia com a família, agora vão menos pessoas”, salientou Sylvia.
Guiada pelo estudo Future of Luxury Travel – A Global Trends Report (2011-2014), realizado pela International Luxury Travel Market (ILTM), Sylvia afirma que existem, nos dias de hoje, duas categorias de consumidores: os baby boomers, que têm na faixa de 40 e 50 anos, e os millenium, mais jovens, com 20 e 25 anos. Segundo ela, “enquanto o primeiro procura uma experiência inspiradora e duradoura, que apresente uma mudança em sua vida, o segundo tem a necessidade de compartilhar o ‘agora’ com o auxílio da internet e as redes sociais”. Contudo, os dois tipos de viajantes se assemelham ao “darem prioridade ao que é autêntico, ou seja, ao aproveitar o que é próprio do lugar onde viaja, além de valorizarem o local onde estão”.
A diretora de Vendas de Lazer do Fontainebleau Miami Beach, Milena Sena, enfatiza que a Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, além da alta do dólar afetaram as vendas, mas, felizmente, não como o esperado. “O brasileiro representou o mercado mais forte no ano passado, com 30% do market share, seguido da Inglaterra e Alemanha”, disse. O que ela e o diretor geral do Villacora, Simone Giorgi, têm em comum, além de representarem a hotelaria de luxo, é o pensamento da adaptação de “um novo turismo de luxo”. “Antes as pessoas gostavam de ostentar, mostrar suas joias, seus carros com toda opulência. Já hoje em dia, são mais reservados, discretos. Esta é uma maneira de mostrar o luxo”, finalizou.
 

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