Setor hoteleiro quer centro de convenções para sair da crise

O setor hoteleiro na capital mineira está em crise e cobra do poder público municipal e estadual que projetos de centros de convenções saiam do papel. “Belo Horizonte tem vocação para o turismo de eventos. Mas falta, por exemplo, um espaço para 4.000 pessoas sentadas”, explica o deputado estadual Antônio Carlos Arantes (PSDB), presidente da Comissão de Turismo, Indústria, Comércio e Cooperativismo da Assembleia Legislativa (ALMG). Foi realizada ontem uma audiência pública para discutir a crise do setor.
Segundo Patrícia Coutinho, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (Abih-MG), a taxa de ocupação dos hotéis em Belo Horizonte não tem atingido 40%. “O número de quartos cresceu 70% com os incentivos para a Copa do Mundo. Porém, não aumentaram os locais para eventos” afirma Patrícia.
A presidente diz que seis hotéis já foram fechados e aqueles que continuam abertos diminuíram até 40% o quadro de funcionários. Foram cerca de 1.000 trabalhadores dispensados pelo setor entre 2014 e 2015.
A ampliação do Expominas pelo governo do Estado e a construção do Centro Municipal de Convenções foram cobrados durante a reunião.
O projeto do Centro Municipal de Convenções, porém, está parado porque o processo de desapropriação do terreno, na avenida Cristiano Machado, na região Nordeste da capital, está parado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). “A discussão é sobre o valor final a pagar e não tem como iniciar a obra sem que a PBH tenha a propriedade do terreno, o que só acontece quando o processo termina e é transitado em julgado”, explica o procurador geral de Belo Horizonte, Rúsvel Beltrame. Para Patrícia, porém, o problema poderia ser solucionado de outra forma. “Não precisa ser na Cristiano Machado. Construa em outro espaço, mas o projeto tem que caminhar”, opina.
Já o governo do Estado deve realizar, na próxima semana, reuniões com representantes do setor hoteleiro para discutir, entre outras questões, a ampliação do Expominas. Segundo o deputado Roberto Andrade (PTN), que também participou da audiência, uma alteração no projeto será sugerida. “Está prevista a construção de um hotel no projeto do Expominas e não precisamos de mais. Precisamos sim de mais espaço, um auditório que comporte mais de 2.000 pessoas”, explica o parlamentar.
Prominas
Mudança. Para Roberto Andrade, a Prominas hoje é apenas uma locadora de espaço e deveria mudar seu estatuto para captar eventos. A Prominas administra hoje o Expominas e o Minascentro.
[Por JORNAL O TEMPO, 25/04/2015]

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