Fórum discute o papel das viagens de incentivo e a tecnologia

[Por Revista Eventos, 31/03/2015]
O painel Incentivo, realizado no Fórum Eventos na tarde desta terça-feira no Fórum Eventos começou com a palestra de Alejandro Verzoub, Presidente do Capítulo South America do SITE Global, da Argentina, uma associação de caráter internacional, que dá acesso a uma rede de profissionais de planejamento de incentivo, permitindo ainda acessar conhecimentos, novidades e tendências. A plataforma agrega 90 países. “Muitas empresas reconhecem os resultados obtidos pelos seus colaboradores durante o ano com dinheiro e não com viagens. E estas são referências motivacionais,  aumentando a produtividade”, disse. Segundo ele, as agências precisam renovar seus programas, oferecendo emoções, experiência e mais participação. “Também sentimos que muitos optam pelo protagonismo das doações, como por exemplo, levar afeto e objetos materiais para crianças na África, por exemplo”.
Sérgio Junqueira Arantes, Publisher da Revista Eventos, reforçou que muitos clientes tratam de negócios diretamente com a operadora e não com a agência de incentivo, e esta ação deveria ser mais completa e adequada. “Este não é o caminho correto, o resultado fica comprometido e não sai mais caro”, acrescentou. Junqueira também concorda que a viagem deve servir de premiação e customizada, com apelo emocional. “Os resultados aparecem em longo prazo. As pessoas se tornam amigas, o convívio pessoal perdura por mais tempo”, falou.
Idealizador do Fórum Eventos, Arantes acrescentou que o setor está evoluindo e as maiores incidências estão nas regiões Sul e Sudeste. Os principais usuários são as empresas de alimentação, veículos e higiene doméstica. As viagens duram sete dias, com 100% de lazer e atividades de negócios, quando acontecem, são mais brandas. Os grupos são compostos de 50 a 100 pessoas. “As viagens de incentivo são mais eficazes, este é um paradigma que precisa ser estudado”, finaliza.
Ibrahin Georges Tahtouh – Presidente da IT MICE Travel Solutions – Brasil reforçou a importância de criar emoção nas pessoas e que as empresas precisam entender isto. Adiantou a criação de um projeto educacional que vai reunir cinco universidades no desenvolvimento de projetos para a área. “Este é um segmento capaz de fazer o Brasil se promover. Precisamos ser organizados e ter excelência. Rendemos impostos e empregos. Temos de ser respeitados”, finalizou.
No painel de tecnologia, Alexandre Sayad, fundador do MEL – Media Educacion Lab/UNESCO comentou sobre a importância de uma educação inovadora, a partir do uso da tecnologia, citando o percentual de 30% de evasão da rede pública devido a disciplinas estagnadas e alunos sem expressão. Citou o exemplo de oficinas de games realizadas pela entidade, podendo ser aplicada em qualquer espaço. Michael Pinchera, editor da revista The Meeting Professional abordou a utilização da realidade virtual e o mito de ser muito cara e somente ser adotada por fãs de vídeo game. “A rede Accor já faz um tour virtual. Nos Estados Unidos estão construindo um estádio e, ao chegar no local da construção, é entregue um óculos. Com ele é possível fazer uma visita nas instalações que não existem e até mesmo jogar”, revelou. Segundo o jornalista, esta tecnologia (adotada pelo Facebook, Microsoft, Samsung, Sony e Google) mexe com o cérebro e está sendo usada para curar fobias, ansiedade e estresse pós-traumático, em especial com soldados que retornam da guerra no Iraque e no Afeganistão.