Por que cidades criativas recebem mais eventos?

Como será que a cidade mais populosa da América, com quase 12 milhões de habitantes, trabalha a captação de eventos? Esta é uma pergunta que o diretor executivo do Convention & Visitors Bureau de São Paulo, Toni Sando, vai responder durante o XXXII Congresso da COCAL – Federação de Entidades Organizadoras de Congressos e Afins da América Latina, em Florianópolis, de 5 a 7 de março.

“Será uma palestra bem oportuna para o momento atual, onde o mercado está cada vez mais competitivo e que o destino pode fazer toda a diferença para o sucesso de um evento”, adianta Sando, que vai abordar o assunto no painel “Cidades criativas recebem mais eventos”. Também participarão das discussões Juliana Castanho, Ferdinando Lucena e Carlos de Elías (a confirmar) dos Convention & Visitors Bureau de Florianópolis, João Pessoa e Buenos Aires, respectivamente.
Os quatro debatedores vão falar sobre a necessidade de unir iniciativa privada e poder público, para pensar juntos o desenvolvimento do destino para atrair, captar e criar eventos. Cada uma dessas cidades tem suas características próprias, seu potencial de turismo específico e tamanhos diferentes. Mas neste painel elas apresentarão algo em comum: as suas estratégias criativas para unir as forças de governo e empresas e buscar eventos.

“O mercado de eventos é impactado diretamente pelas cidades criativas”

Toni Sando compara São Paulo com Nova Iorque e Londres, como bons exemplos de cidades criativas. Saiba porque acompanhando a entrevista na íntegra:
De onde surgiu a ideia de tratar o tema “Cidades criativas recebem mais eventos”?
Toni Sando: Uma cidade criativa é aquela que interage com o visitante. Onde os habitantes reconhecem a sua importância e o acolhe bem, onde os empresários, através de suas entidades constituídas, exerçam o papel de mobilização para construir essa atmosfera. Quando valorizamos a economia criativa local, em que todas as atividades relativas têm a ver de algum modo com turismo e eventos, como a gastronomia, arquitetura, artes, artesanato, moda, teatro, música e fotografia, surge um novo caminho e um novo cenário. Em todas essas áreas, as capacidades pessoais, contatos e relacionamento são valorizados.
Com a globalização e mídias digitais, ampliou-se o diálogo entre esses agentes criativos e as possibilidades aumentaram ainda mais. A cidade é um organismo vivo onde diversos agentes, sejam pessoas, características culturais, equipamentos, trazem sempre o novo, experiências inéditas e soluções criativas.
Nova Iorque e Londres, assim com São Paulo, são bons exemplos de cidades criativas, por terem esse ambiente ideal para o encontro de criadores, seja no âmbito cultural ou urbano. E o mercado de eventos, turismo e viagens são impactados diretamente pelas cidades criativas, com o seu poder de atrair grandes acontecimentos e encontros para elas.
Em sua opinião, Florianópolis é considerada uma Cidade Criativa?
Florianópolis é uma referência de destino, mesmo por pessoas que ainda não tiveram a oportunidade de visitar, e tem um apelo de aspiração muito interessante e que pode ser muito mais explorado.
Fale um pouco do seu currículo e experiências profissionais
Estou na direção do São Paulo Convention & Visitors Bureau há 9 anos e a cada ano aprendo mais sobre o mercado de viagens, turismo e eventos. Participo ativamente dos Conselhos Municipal e Estadual de Turismo, de outras entidades de classe, entidades sociais, como Paulista Viva, Clube Skal e Rotary Club. Acredito que a mobilização da sociedade civil organizada é fundamental para construir uma base sólida. Antes do SPCVB, fui responsável pela área de marketing do Grupo Accor e atuei na área de marketing, produtos e negócios no mercado financeiro e administradora de cartão de crédito.

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