Clubes de praia conquistam o turista que passa as férias no litoral

[Ministério do Turismo, 20/01/2015]
Eles reúnem tudo aquilo que boa parte dos turistas deseja: bangalôs, jacuzzi, drinks gelados, pratos preparados por chefs, música ao vivo, a vista infinita do horizonte e gente bonita.
Tudo isso construído à beira mar, em estruturas de madeira, disputando espaço com guarda-sóis e banhistas. A mistura de balada, bar e restaurante é uma das propostas dos beach clubs, que podem ser vistos, em número cada vez maior, no litoral brasileiro.
Florianópolis é uma das cidades pioneiras na implantação dos clubes de praia – são pelo menos dez na região litorânea, de acordo com a Secretaria de Turismo do município. A capital catarinense se tornou um dos 10 destinos mais requisitados pelos estrangeiros no país, de acordo com o Ministério do Turismo.
“A presença desses estabelecimentos é um impulso para a economia do turismo”, diz o secretário nacional de Políticas de Turismo, Vinicius Lummertz. A maioria (64,2%) está em busca de sol e praia – e de ambientes exclusivos como os beach clubs.
É o caso do alemão Freud Schweinsteiger, de 36 anos, animado com a estadia no país. “O ambiente é perfeito, a comida é boa e a praia maravilhosa”, diz, resumindo suas férias de verão no beach club de Jurerê Internacional, um dos mais caros do país.
Paga-se até R$ 50 mil para ter direito a um camarote exclusivo e bebidas à vontade. Com alguma sorte o cliente esbarra em celebridades como o jogador Neymar, o surfista campeão mundial Gabriel Medina, a atriz Bruna Marquezine e o ator Caio Castro.
E curte a música ao som dos djs internacionais Gui Boratto e Fat Boy Slim. Em um dos beach clubs de Jurerê, os clientes experimentam pratos de chefs como Valeriano Duarte, especialista em camarões, e também do italiano Dino Piselini, que traz na bagagem a experiência em Veneza e no hotel carioca Copacabana Palace.
O luxo atrai não só os estrangeiros, que às vezes pagam em dólar, como também os brasileiros mais endinheirados. A gaúcha Fernanda Prado, de 23 anos, já visitou cinco vezes os beach clubs de Florianópolis, atraída pela música eletrônica e pela chance de encontrar um novo amor.
“É um ambiente propício para conhecer pessoas e fazer amizades. Fico bastante entusiasmada”, disse. Já o empresário Moyses Lacerda conta que gosta do clima de festa ao ar livre. “É mais natural do que frequentar uma boate”, afirma.
Embora boa parte dos frequentadores alegue que o melhor do beach club seja o público, o sucesso deste ambiente, segundo os proprietários e funcionários, é a qualidade do serviço e o apelo decorativo do cenário. “Foram as almofadas azul turquesa, as grandes esculturas indianas, os globos de espelho e os colchões na areia em meio aos coqueiros e beleza natural do local que atraíram os 25 mil visitantes entre dezembro e janeiro ao clube de praia de Búzios (RJ)”, disse o empresário espanhol Oscar Rodale, de 46 anos.
“Além disso, o ambiente exótico chama as pessoas”, afirmou. Já o clube de praia de Pipa (RN), segundo a gerente Fernanda Monteiro, fideliza o público com bom atendimento, de modo que eles não precisam se preocupar com mais nada a não ser “relaxar nas redes, espreguiçadeiras e piscinas de frente para o mar”. Para ela, a exclusividade está em superar o atendimento das barracas praianas.
Os clubes de praia também estão em Trancoso e Barra Grande, na Bahia, e no Guarujá e IlhaBela, em São Paulo. Eles foram inspirados em Beach Clubs de Ibiza, na Espanha, e Saint Tropez, na França. Alguns ficam aberto das 10h às 22 horas.
Outros, na baixa temporada, sedem o espaço para festas particulares e eventos de empresas. A entrada pode ser gratuita, apenas com consumação mínima, ou a partir de R$ 150, com preços que variam para homens e mulheres.
Clique aqui para ouvir comentário do secretário Vinicius Lummertz sobre a qualificação da oferta de serviços a visitantes, como os de beach clubs.
 

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