Crescimento da indústria de eventos gera oportunidades de negócios

(Agência Sebrae, 15/10/2014)
O II Dimensionamento Econômico da Indústria de Eventos no Brasil revelou que o setor vem crescendo substancialmente nos últimos 12 anos, mas ainda existem diversas oportunidades de negócios que ainda podem exploradas para que o Brasil entre definitivamente no mapa mundial dos eventos. Nos últimos 12 anos, o setor cresceu aproximadamente 14% ao ano, aumentando a sua participação no PIB do país de 3,1%, em 2001, para 4,32%, em 2013. O levantamento foi apresentado pelo Sebrae Nacional e pela Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC) nessa terça-feira (14), em São Paulo, na sede da Fecomércio.
O gerente de Comércio e Serviços do Sebrae, Juarez de Paula, ressaltou que o mercado cresce tanto pela quantidade geral de eventos no País como também pela atividade gerada pelas pessoas físicas. “O mercado cresce em duas variáveis. É cada vez mais comum as pessoas procurarem espaços para realizarem eventos socioculturais, principalmente nas grandes cidades, com o fenômeno da forte urbanização e a questão da mobilidade”, destacou Juarez de Paula.
Segundo ele, o o setor tende a crescer ainda mais nos próximos anos, inclusive por conta da falta de tradição no País de estudar áreas mais inovadoras da economia, como a de eventos. “Nosso grande desafio é dar um salto de compreensão sobre o que é a economia contemporânea. Precisamos ter um deslocamento do olhar dos setores mais tradicionais para outros mais inovadores. Quando vemos os números de pesquisa, temos ciência de quanto o setor gera recursos, mas isso nem sempre é capturado em estatísticas oficias”, afirmou.
A pesquisa foi contratada pelo Sebrae e pela ABEOC e realizada pelo Observatório do Turismo da Faculdade de Turismo e Hotelaria, da Universidade Federal Fluminense, com apoio do ForEventos (Fórum do Setor de Eventos).O coordenador da pesquisa, Osiris Ricardo Bezerra Marques, ressaltou que o setor de eventos pode apresentar crescimento tanto em momentos bons como nos ruins de determinados setores ou empresas. “Se uma empresa está com problemas, ela promove um evento para recuperar o mercado. Se os resultados estiverem satisfatórios, a empresa também vai promover eventos para manter sua posição”, destacou Marques.
O II Dimensionamento Econômico da Indústria de Eventos no Brasil teve como objetivo quantificar a participação da indústria de eventos no PIB do Brasil, avaliar a sua contribuição no processo de geração de emprego, renda e impostos, além de inventariar os espaços de eventos no país, suas características, localização e dinâmica de funcionamento. A movimentação econômica do setor no ano passado foi de R$ 209,2 bilhões, incluindo a soma dos gastos feitos pelos participantes de feiras, congressos e outros eventos, a receita gerada com a locação dos espaços destinados a esses encontros e o faturamento das organizadoras de eventos.
 

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