Brasil ocupa segundo lugar no mercado de eventos musicais da América Latina

[Por LOCAL.PT, 19/09/2014]
O Brasil consolidou a sua posição entre os países que sediam grandes eventos nacionais e internacionais, sendo o segundo no ranking do mercado de shows na América Latina, atrás apenas do México.
A expectativa é que o consumo de shows no Brasil cresça 39% até 2018, de acordo com Gardênia Rogatto, especialista em entretenimento da consultoria PwC Brasil. O mercado de shows no País, que em 2013 gerou € 118 (R$ 357) milhões, pode passar para € 165 (R$ 496) milhões em 2018. Se considerada a publicidade, o montante sobe para € 205 (R$ 616) milhões, segundo Gardênia. “Megaeventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas estão a colaborar para consolidar o País na rota dos shows e festivais, além do maior acesso às informações através da internet”, disse.
Artistas brasileiros e estrangeiros apresentam o melhor do rock, do pop, da música eletrónica, da MPB, do axé e do sertanejo em eventos regionais e/ou de grande porte, como Rock in Rio e Lollapalooza. Em comum, esses eventos têm a capacidade de atrair visitantes, gerar receitas e movimentar a economia turística.
Em cada grande evento, brasileiros e estrangeiros deslocam-se pelo Brasil e movimentam hotéis e pousadas, bares e restaurantes, além do serviço de transporte das cidades que os recebem. “Um dos legados da Copa do Mundo foi a construção e a ampliação dos estádios, que estão mais preparadas para receber shows com estruturas de grande porte e que atraem mais turistas”, disse o ministro do Turismo, Vinicius Lages.
Durante a edição do Rock in Rio em 2013, a ocupação hoteleira na capital carioca foi de quase 90%. Dos sete milhões de pessoas que foram aos shows, 46% eram de outros estados e o impacto económico gerado na cidade foi de € 333 milhões (R$ mil milhões), de acordo com a Riotur.
São Paulo, um dos principais destinos de shows no Brasil, também colhe os benefícios dos grandes festivais de música. A segunda edição do Lollapalooza, em 2013, injetou € 20 (R$ 60) milhões na economia da capital paulista e atraiu 167 mil pessoas, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Observatório de Turismo de São Paulo. A maior parte do público (58%) não mora na cidade e boa parte hospedou- se em hotéis ou flats (37%) e na casa de amigos e familiares (32,1%).
A estudante Luisa Ribeiro, de 23 anos, moradora de Brasília, costuma viajar para a cidade para acompanhar festivais musicais, entre eles o Lollapalooza. “Prefiro assistir a shows em São Paulo porque gosto das outras opções de lazer que a cidade oferece. Como geralmente fico mais de dois dias, consigo visitar pontos turísticos, fazer compras e aproveitar a vida noturna da cidade”, disse.
Durante o festival, a permanência média dos turistas em São Paulo foi de 2,3 dias e o transporte mais utilizado para chegar ao destino foi o avião (45,5%), seguido por carro (19,2%), autocarro ou carrinha alugada (18,5%) e autocarro intermunicipal (13,3%). Os turistas que viajaram para São Paulo para assistirem aos shows da banda Red Hot Chilli Peppers e da cantora Britney Spears, em 2011, gastaram entre € 166,4 (R$ 500) e € 301,8 (R$ 900) com hospedagem, lazer, transporte, compras e alimentação.
Para aproveitar o calor do Nordeste e as férias no começo do ano, turistas de todo o País viajam para acompanhar o Festival de Verão de Salvador. A sua última edição, neste ano, teve um público total de 120 mil pessoas, que receberam mais de 60 atrações de diversos estilos musicais espalhados por dois palcos e uma tenda eletrónica. O Festival Planeta Atlântida, também realizado durante o verão, recebe um público estimado de 70 mil pessoas por noite no Rio Grande do Sul e 65 mil em Santa Catarina.