O futuro da propriedade compartilhada é debatido no ADIT Share

[Por Revista Hotéis, 07/08/2014]
Este foi o tema que abriu a grade de programação deste evento realizado pela ADIT Brasil – Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil, que tem a Revista Hotéis  como Mídia Oficial e que iniciou agora à pouco no hotel Oceani, no Complexo Beach Park, em Aquiraz (CE). O potencial deste setor no Brasil e quais são seus desafios foram debatidos pelos painelistas, Murilo Pascual, Diretor do Beach Park, Maria Carolina Pinheiro, Diretora geral da RCI no Brasil, Alejandro Moreno, Vice-presidente da Wyndham Vacation Ownership e  Francisco Costa Neto, Diretor do Grupo Rio Quente. O moderador deste debate foi Felipe Cavalcante, Presidente da ADIT Brasil.
Maria Carolina Pinheiro iniciou este debate destacando que a indústria do tempo compartilhado cresceu muito nos últimos anos e deverá continuar assim nos próximos anos e para isto, ela atribuiu a uma série de fatores como: a estabilidade econômica vivida pelo Brasil, a cultura familiar em relação as viagens, a entrada em vigor da Lei geral do turismo, os bons profissionais e empresa comercializadoras existentes no mercado e os cases de sucesso que o Brasil possui para mostrar o sucesso desta modalidade. “Estamos empenhados em reativar a ABITEC – Associação Brasileira do tempo Compartilhado que será de fundamental importância para fortalecer o mercado e manter esta credibilidade para o crescimento nos próximos anos”, revelou Maria Carolina.
De acordo com Alejandro Moreno, o modelo de tempo compartilhado já está bem aculturado no Brasil e deverá crescer muito nos próximos anos, pois existe muito potencial em razão dos brasileiros terem o hábito de sair de férias com a família, mas ele teme que a demanda de novos produtos pode não ser suficiente para atender a demanda crescente. “A grande maioria dos investidores hoteleiros no Brasil são feitos para o público corporativo e poucos empreendimentos são destinados ao público de lazer, como novos resorts. É algo que preocupa e temos que rever esta questão com urgência”, assegura Moreno.
O diretor do Beach Park, Murilo Pacual se diz muito satisfeito com o modelo de timeshare implantado em seu empreendimento, pois combate a sazonalidade, retém e fideliza o cliente e antecipa o fluxo de caixa, mas é preciso ter uma excelência nestes serviços, pois neste setor, se vende credibilidade e deverá ser entregue ao cliente exatamente aquilo que ele comprou. “Neste mundo globalizado em que vivemos, qualquer problema que acontece em um empreendimento que trabalha com tempo compartilhado, afeta os demais. Por isto, gestão profissional é palavra de ordem, assim como manter plenamente satisfeito os clientes que hoje possuem grandes aliados a seu favor, como as mídias sociais”, destacou Pascual. “Nós da RCI temos um departamento que monitora as redes sociais e uma reclamação de um serviço prestado por nós ou algum associados, deverá ser respondido em no máximo 48 horas após a reclamação ser postada”, completou Maria Carolina.
Para o Diretor do Grupo Rio Quente, Francisco Costa Neto, o modelo de timeshare chegou para ficar no Brasil e se mostra um sistema de vendas muito atraente e no Rio Quente deverá dobrar de tamanho nos próximos anos e para isto, ele aposta no sistema mixed used. A falta de investimentos em empreendimento de lazer para atender a crescente demanda também preocupa Neto e ele acredita que as faixas mais altas da economia é que deverão segurar o crescimento do timeshare no Brasil nos próximos anos, mas o mercado está preparado. “Como o Brasil não tinha cases de sucesso em timeshare, tivemos que errar muito e aprendemos com nossos erros e hoje estamos preparados para enfrentar os desafios”, conclui Neto, finalizando assim este painel.