Montes Claros aposta em culinária diferenciada e turismo de negócios

[Por G1 , 01/07/2014]
Além de ser conhecida como a capital do Norte de Minas, Montes Claros que completa 157 anos nesta quinta-feira, 03 de julho, também é considerada, em termos turísticos, como destino indutor. A cidade foi produto de uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas em 2013 que a considerou, assim como outras 21 cidades em Minas Gerais, como destino indutor do turismo.
Para a turismóloga e gerente de turismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Montes Claros, Gal Bernardo, o perfil de montes-clarense é caracterizado como turismo de evento, negócio e cultural. “Para Montes Claros, esse perfil é excelente, porque movimenta mais dinheiro na cidade. As pessoas vêm e consomem nossos serviços” diz.
Outro perfil que será em breve empreendido na cidade será o turismo ecológico, adianta a gerente. Montes Claros possui o maior parque florestal urbano do Brasil, o Parque da Lapa Grande. “O parque ainda não foi liberado devido a alguns detalhes, como a implantação das trilhas e o fator segurança, porque não existe sinal telefônico no local. Entretanto, o turismo ecológico não é lazer, ele é caracterizado como estudo, preservação e análises” completa.
Conforme os resultados dos Índices de Competitividade dos Destinos Turísticos de Minas Gerais, Montes Claros recebeu nota de 68% em infraestrutura, 62% capacidade empresarial, 61% aspectos culturais, 56% de atrativos turísticos e 71,5% para o parâmetro acesso. Além dessas, foram avaliadas outras variáveis que juntas resultaram a média de 54,5, caracterizando Montes Claros como destino de nível 3.
Hotéis, bares e restaurantes
De acordo com o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Montes Claros, Tarcísio Edmar Figueiredo Rosa, a cidade conta com uma rede de aproximadamente 3.000 bares e botequins. Para Rosa, o que explica esse expressivo número, é a falta de atrativos naturais na cidade.
“Montes Claros não é uma cidade privilegiada por um rio. O turismo vive de eventos, exposições e festas de agosto. Por sermos um polo universitário, as pessoas gostam muito de barzinhos. Além disso, esse crescimento está ligado também com o crescimento da população”, fala o presidente.
A gerente de turismo, Gal Bernardo, comenta que apesar de Montes Claros possuir muitos e bons barzinhos, ainda não existe na cidade um roteiro para os turistas.
“Não existe um roteiro definitivo, por exemplo, de lugares que preparam comida típica. Montes Claros tem uma gastronomia diversificada e atípica, porque o Norte de Minas se diferencia da comida do restante do estado. Nosso símbolo não é o pão de queijo, mas o pequi. Nosso carro chefe não a polenta com frango e quiabo ou o doce de leite, mas o arroz com pequi, carne de sol e a rapadura”, esclarece a turismóloga.
Em relação a rede hoteleira, de acordo com a gerente, Montes Claros conta com 61 meios de hospedagem, além de 347 estabelecimentos de alimentação. Em complemento, Tarcísio Edmar Figueiredo Rosa, comenta que a cidade não possui hotéis cinco estrelas. “Não existe hotel cinco estrelas na cidade. Quando empresários vem a negócios na cidade, eles ficam em hospedagens três a quatro estrelas. Entretanto, a hotelaria vem crescendo, muitos foram inaugurados”.
Patrimônios montes-clarenses
Segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, o município de Montes Claros possui 164 sítios arqueológicos catalogados, além dos vários destaques no patrimônio cultural, entre eles Capela do Senhor do Bonfim, capela de São Geraldo, Casarão da Fafil, Catedral Nossa Senhora Aparecida, Conservatório Lorenzo Fernandes, Igreja da Matriz, Palácio Episcopal, Santuário do Bom Jesus, Sobrados da Polícia Militar, dos Canela, dos Mendes e dos Versiane; e o Solar dos Oliveiras.
Ainda em termos de áreas verdes pode-se destacar Lapa Claudina, Lapa D’Água, Lapa do Andorinhão, Lapa Encantada, Parque Guimarães Rosa, Parque Sapucaia, Lapa Cedro, Lapa Pequena e Lapa Pintada.
“Montes Claros precisa crescer mais na área de turismo, principalmente no que se refere à conscientização, aos investimentos e nos incentivos” completa Gal Bernardo.
 

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