Opinião pública sobre a Copa é outra, diz professor

[Por Panrotas, 20/06/2014]
Quando a África do Sul foi escolhida para receber a sede da Copa do Mundo em 2010 um misto de alegria, euforia e esperança tomou conta do país. Depois, até a abertura oficial do evento, uma série de protestos, greves e manifestações ocorreram contra a realização do torneio até que o evento fosse iniciado e todo o país se mobilizasse a favor da Copa do Mundo. O enredo é sul-africano mas também aconteceu no Brasil.
Para o professor e pesquisador Lamartine da Costa, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e University of East London, esses dois casos são naturais em países de terceiro mundo que convivem com corrupção. “O caso mais emblemático foi na África do Sul. Por lá diziam que as contas iriam estourar, o HIV ia aumentar e as prostituas de outros países iriam invadir a África do Sul. Nada disso aconteceu e toda população apoiou o evento desde seu início até o final”.
No Brasil, o professor destacou que as manifestações contra a Copa do Mundo realizadas este ano em abril e maio perderam força e já não contaram com apoio da população. “Diferente de quando foi realizada ano passado durante a Copa das Confederações”. O professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Pedro Trengrouse, complementou dizendo que a campanha “Não vai ter Copa” hoje é mais utilizada para piada do que para protestos.
Ambos estiveram ontem, quinta-feira, no painel “Impacto dos Grandes Eventos na Economia Brasileira” realizado no Centro Aberto de Mídia, no Rio de Janeiro, ao lado do presidente da Embratur, Vicente Neto. Na oportunidade, Neto falou da intenção do Instituto em rever o plano de promoção pós Copa do Mundo focado nos Jogos Olímpicos, além de mencionar alguns números do torneio relacionados a turismo.
 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *