Turismo de negócios ganha força em SC

[Por DC, 21/05/2014]
Com expectativa de crescimento de até 20% em 2014, o segmento de congressos, feiras e encontros profissionais deverá ajudar a manter aquecido o setor turístico na baixa temporada
Os eventos corporativos são a grande aposta do turismo em Florianópolis. Vistos como uma alternativa para compensar o movimento fraco da baixa temporada, os congressos vêm desempenhando um papel indispensável no faturamento do setor. Além de gastar o dobro do visitante convencional, o turista de evento tem chegado em maior número a Florianópolis. Para este ano, a expectativa do setor é fechar 15% eventos a mais do que em 2013. Isso sobre uma base alta, de crescimento superior a 20% nos dois últimos anos.
Além de Florianópolis, há boa expectativa de crescimento em outros polos do Estado. Balneário Camboriú trabalha com expectativa de expansão de 20% e Joinville vive um bom momento com realização de eventos tradicionais, como a Expogestão que ocorre esta semana.
A inauguração do Centro de Eventos de Canasvieiras, previsto para o fim do ano, dará a Florianópolis um novo espaço. Com investimentos de R$ 50,6 milhões do governo estadual, o centro conseguirá receber 3 mil pessoas em um só espaço.
Setor defende espaços maiores
Para o presidente do Convention & Visitors Bureau de Florianópolis, Marco Aurélio Floriani, a inauguração não muda o potencial de atração do município. O Centrosul já tem capacidade de abrigar 2,5 mil congressistas – o que limita a cidade a receber eventos de pequeno e médio porte.
– Não conseguimos receber hoje os grandes congressos de medicina, como por exemplo, o de cardiologia, com 8 a 10 mil pessoas. O ideal é que ampliássemos a capacidade desses centros para mais 5 ou 6 mil pessoas. Vamos trabalhar nos próximos anos para a ampliação do Centrosul e do centro de Canasvieiras – afirma.
Por outro lado, há quem diga que os espaços de turismo de eventos na capital catarinense estão de bom tamanho. Para Valdir Walendowsky, presidente da Santur, Florianópolis só poderia desejar receber congressos maiores se contasse com um aeroporto à altura. Para ele, mesmo que menores e pulverizados, os eventos são a grande aposta do setor na Ilha, porque servem a um uso estratégico do turismo.
– Para compensar a baixa temporada, o Convention pode programar a realização de eventos em agosto, por exemplo, que é o pior mês para o turismo no litoral – observa.
Walendowsky diz que o turista de eventos gasta o dobro do convencional. Na média, cada congressista deixa na cidade R$ 250 ao dia, segundo ele.
– É um turista que aproveita ao máximo a cidade. Ele faz passeios de barco, city tour, vai ao cinema, a festas, aos melhores restaurantes, compra roupas e presentes para a família e, quando o evento permite, traz também familiares – diz o presidente.
Tarcísio Schmitt, presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Florianópolis, prevê que o novo espaço em Canasvieiras vai significar o aumento da taxa de ocupação dos hotéis do norte da Ilha.
Hoje os hotéis de praia têm uma ocupação média de 22% na baixa temporada (de março a novembro), enquanto os do Centro têm taxa de 62%, graças ao turismo de eventos.
Entre os principais congressos previstos até 2016 em Florianópolis está o internacional Cocal 2015, que deverá reunir 600 promotores de eventos da América Latina e Caribe.