Dia do Agente: o que é preciso para melhorar em 2015

[Por Panrotas, 22/04/2014]
Hoje é o Dia Nacional do Agente de Viagens (e também do gestor de Viagens) e a PANROTAS ouviu presidentes das Abavs estaduais sobre a data. No Sudeste e no Sul do País, a maioria dos líderes concorda que há muito mais desafios do que motivo para celebrar na data, porém, com esforços dedicados pelos motivos corretos, como o preparo do profissional para um atendimento personalizado, o dia poderá ser bem mais feliz em 2015.
COPA
“Ultimamente temos pouco para comemorar, pois tudo é comissão zero para o agente. Ainda assim, de imediato, é possível citar a queda do preço dos pacotes e circuitos em período de Copa por conta da devolução dos leitos de hotéis pela Fifa”, avalia o presidente da Abav-MG, Antonio Felizardo da Matta. “O desafio desses profissionais deve ser buscar alternativas para levar a melhor contra essas grandes agências on-line.”
OTAS
E a melhor arma, para o presidente da Abav gaúcha, Danilo Kehl Martins, é a capacitação completa do agente, fugindo do superficial. “Informações comuns o cliente já consegue encontrar na internet”, explica. “Para conseguir se sobressair diante das OTAs, o profissional precisa estar muito ativo e preparado. O agente deve ser psicólogo, sociólogo, economista, financista e amigo do cliente, pois o toque humano é o que o diferencia da marca”, completa Martins.
Presidente da Abav-SP, Constantino Karacostas concorda. Para ele, o meio on-line, em se tratando de venda de pacotes turísticos, é muito frio e limitado, portanto, através de cursos e treinamentos das Abavs e familiarização com o produto, o agente consegue se diferenciar. E é nessa tecla que Karacostas bate como fator de celebração para o dia. “Uma de nossas conquistas é que todas as entidades estão se convergindo para o mesmo objetivo: o reconhecimento e a melhoria da atividade.”
MAIS VENDAS
George Irmes, presidente da Abav-RJ, comemora o aumento das vendas de pacotes para o Exterior. “Nesses últimos dois anos, com câmbio mais baixo, estão vendendo mais viagens internacionais. Ainda que os grandes eventos no Brasil tenham inflacionado bastante, esperamos que 2014 seja um ano igual ao anterior, que já foi bom”, avalia o líder que, como todos, também deu motivos pelos quais o profissional deve batalhar. “O agente deve tentar sobreviver, em primeiro lugar, pois as agências são micro e pequenas empresas e sensíveis à enxurrada dessas gigantes on-line.”
PROJETO DE LEI
“Queríamos estar comemorando a regulamentação da profissão, mas não recebemos respostas”, afirma a presidente da Abav-ES, Elvira Ferrighetto, sobre a PL 5.120/2001, que tramita há 13 anos. “Então podemos comemorar que o brasileiro aprendeu a se programar com antecedência, isso faz ele procurar o agente”, conclui.
 

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