Brasileiros buscam negócios na Cebit 2014

[Por Jornal do Comércio, 10/03/2014]
Cerca de 800 empresários e 15 empresas expositoras vão representar o Brasil na Cebit 2014, uma das mais importantes feiras e congresso internacional dos negócios digitais do mundo. O evento, que no ano passado recebeu 285 mil visitantes de 120 países, acontece de 10 a 14 de março, em Hannover, na Alemanha.
Organizada pela Deutsche Messe AG, a Cebit acontece todos os anos desde 1986, combinando um ambiente de feira, conferências, palestras, eventos corporativos e salas de negócios. O país parceiro desse ano é o Reino Unido.
O Centro Internacional de Negócios do Rio Grande do Sul (CIN-RS), por meio da Rede dos Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), articula nacionalmente a Missão Prospectiva à Feira CeBIT. A iniciativa conta com o apoio da Fiergs, Apex-Brasil e CNI, além da colaboração dos Centros Internacionais de Negócios do Amazonas, da Bahia, de Goiás, do Pará, do Paraná e de Santa Catarina.
Entre os expositores nacionais da Cebit 2014, 15 empresas brasileiras participarão do tradicional estande coletivo, com 203 m2. Além disso, de sete a oito companhias nacionais também apresentarão os seus produtos no evento. Mas, nesse caso, por meio de espaços organizados pelos seus representantes locais.
O diretor executivo da Hannover Fairs Sulamérica, Constantino Bäumle, comenta que a participação brasileira será similar a do ano passado. Mas, admite que poderia ser bem maior. “Na minha opinião, tinha que ser no mínimo três vezes maior”, diz.
Ele acredita que a procura não é maior porque as empresas de software, que em geral têm mais interesse nesse evento, são de menor porte. Assim, participar de um evento gigantesco como a Cebit pode causar receio.
Apesar disso, Bäumle afirma que o potencial de negócios é enorme. “Uma feira dessa dimensão acaba se tornando um ponto de encontro para o conhecimento e a discussão de tudo que envolve tecnologia de ponta”, comenta. As oportunidades são ainda maiores, avalia, para os players da área de serviços. Até mesmo por isso, esse é o perfil da maioria das companhias que participa da Cebit representando o Brasil. “A prestação de serviços é um produto altamente viável de ser exportado, pois foge de boa parte das tributações. Além disso, cada vez mais as soluções em software do Brasil se encaixam no perfil que o mercado europeu procura, justamente pela similaridade da cultura”, acrescenta.

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