Redes associadas ao FOHB devem investir R$ 7 bilhões até 2015

[Por BRASILTURIS, 13/02/2014]
Na manhã de hoje, dia 13, o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), convidou a imprensa para um café da manhã em São Paulo, a fim de apresentar um balanço da hotelaria em 2013, abordar a visão do setor até 2016 e apresentar os indicadores da ocupação esperada durante a Copa do Mundo. Estavam presentes o presidente do FOHB, Roberto Rotter, a diretora executiva, Flávia Matos, o presidente da ABIH Nacional, Enrico Fermi Torquato, o diretor geral do Grand Hyatt, Thierry Guillot, e o diretor comercial do BHG, André Tambosi.
A Copa do Mundo deste ano e as Olimpíadas no Brasil, em 2016, alavancaram a oferta de apartamentos na rede hoteleira nacional. Uma projeção com base nos números dos últimos anos e nos empreendimentos em construção ou ampliação aponta crescimento de 21% na quantidade de unidades habitacionais entre 2009 e 2016.
O levantamento mostra a evolução do setor ao longo dos últimos anos, reflexo da escolha do Brasil como país-sede da Copa, em 2007. Para atender a demanda desses grandes eventos, a quantidade de apartamentos foi ampliada a partir de 2009 e aumentou de 440,8 mil para quase 500 mil este ano – um crescimento de 13%. O Brasil deve chegar ao ano das Olimpíadas com 535 mil apartamentos e 10,1 mil estabelecimentos hoteleiros localizados em todo o território brasileiro.
Somente nas 25 redes associadas ao FOHB – que representam 18% dos apartamentos disponíveis em todo o setor no Brasil – os investimentos devem alcançar R$ 7 bilhões até 2015, o que se reflete em quantidade de leitos disponíveis em todas as cidades-sede. São aproximadamente 63 mil unidades habitacionais em 331 hotéis associados ao FOHB nas 12 capitais que servirão de palco para o Mundial. Com a ampliação do número de empreendimentos, todas as cidades-sede terão, este ano, quantidade de leitos maior do que a demanda estimada para o período da Copa.
A geração de empregos diretos e indiretos também alcança índices ainda maiores. “Temos uma projeção de crescimento de 28% entre 2009 e 2016, sendo que a estimativa para este ano é de 560 mil trabalhadores diretos e indiretos empregados no setor”, ressaltou Rotter. De acordo com a pesquisa, somente em 2016, serão 600 mil trabalhadores empregados direta e indiretamente na hotelaria nacional.
O balanço apresentado também mostra que os valores das diárias médias em 2013 cresceram em relação a 2012, acompanhando a inflação (5,91%), mas abaixo da inflação observada no setor de serviços (8,75%) no ano passado. “Por ser considerada alta temporada, há uma tendência natural de alteração de preços com a proximidade de eventos mundiais, independentemente do país-sede. A hotelaria é consciente de como atuar em períodos de alta demanda, preparar as redes para receber os hóspedes e investir em infraestrutura, capacitação e novas contratações para o período”, reforçou.
Como exemplo, a 5ª edição do Placar da Hotelaria 2015, estudo sobre a evolução dos mercados do segmento, publicado desde agosto de 2010 pelo FOHB e a HotelInvest (com apoio do Senac), mostra como se comportaram taxa de ocupação e valores das diárias nas cidades-sede das Copas da Alemanha (2006) e África do Sul (2010). Os resultados apontam variações de até 125% em relação ao ano anterior. Também há oscilações entre dias com e sem jogos. Na cidade alemã de Colônia, por exemplo, os valores no dia do jogo Suíça e Inglaterra, realizado na cidade, eram quase o dobro dos dias em que não houve jogos no local.
“Nossas redes hoteleiras estão prontas para receber os turistas brasileiros e estrangeiros na Copa das Copas da hotelaria. Os investimentos realizados visam o longo prazo, afinal, o legado de infraestrutura e promoção do destino nacional e internacionalmente, ficará para nós além dos 30 dias que a Copa acontece. Esperamos poder contribuir para a excelência no atendimento ao cliente, preços justos e hotéis de qualidade”, disse o presidente.
Placar da Hotelaria
Durante a coletiva, os executivos fizeram um paralelo da taxa de ocupação (no segmento midscale) das cidades-sede nos anos de 2010, 2011 e 2012. Belo Horizonte apresentou 71% em 2010 e caiu para 40% em 2012. Brasília também viu seu número cair de 68% para 44%. Cuiabá passou de 69% para 45%, enquanto Curitiba apresentou 74% em 2010 e 69% em 2012. Rotter considerou que, enquanto a tava de ocupação estiver acima de 60%, os negócios vão bem.
Fortaleza passou de 77% para 76%, e Manaus de 63% para 49%. Natal apresentou 67% e depois 56%, enquanto Porto Alegre caiu de 73% para 60%. Recife caiu 22 pontos percentuais (de 75% para 53%) e o Rio de Janeiro caiu 21 (de 85% para 64%). Salvador passou de 60% para 54%, enquanto São Paulo manteve-se com 78% nos três anos analisados.
Comparando a taxa de ocupação somente entres os anos 2012 e 2013, Porto Alegre caiu 6,7%, Salvador 6,3%, Rio de Janeiro 4,8%, Natal 4,4%, Manaus 3,2%, São Paulo 2% e Belo Horizonte 2,1%. Os destinos positivos foram Fortaleza, que aumentou 0,3%, Curitiba com 2,3%, Recife com 2,4%, Brasília com 5,7% e, a melhor colocada, Cuiabá, com 7,2%.
Panorama de vendas
O FOHB traçou também um panorama com base em dados dos hotéis de suas redes associadas. Mais de 185 mil diárias foram comercializadas nas cidades-sede em dias de jogos e vésperas. Das UHs disponíveis nas cidades, 40% já estão vendidas, 20% estão bloqueadas e os outros 40% ainda encontram-se abertos para venda.
Em Recife, 77% da capacidade já foi vendida. As próximas colocadas são Fortaleza (72%), Rio de Janeiro (71%), Cuiabá (65%), Natal (62%), Brasília (61%), Manaus (53%), Salvador (49%), Belo Horizonte (44%), Porto Alegre (43%), Curitiba (41%) e São Paulo (21%). “É importante dizer que a oferta em São Paulo é muito grande. No período da Copa não haverá muito movimento corporativo, aumentando ainda mais a oferta. Se formos analisar, São Paulo tem mais diárias comercializadas do que o Rio de Janeiro, mas como possui maior oferta, fica mais difícil preencher todos os hotéis disponíveis”, considerou Flávia.
“O público de negócios diminuirá neste período e esse volume não será compensado pelo público dos jogos. O volume de hóspedes em junho/julho deste ano depende do grau de atratividade de cada jogo do Mundial, somado à acessibilidade e à própria atratividade das cidades-sede”, finalizou Rotter.

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