Agroturismo vira negócio e cresce 15% ao ano nas Montanhas Capixabas

[Por Mercado & Eventos, 21/11/2013]
Um novo segmento surgiu no turismo do Espírito Santo. Pelo menos 270 famílias de agricultores que moram na região das Montanhas Capixabas descobriram uma forma de se beneficiarem com o agroturismo. Segundo o presidente do Montanhas Capixabas Convention & Visitors Bureau, Leandro Carnielli, o segmento cresce pelo menos 10% ao ano.
“Recebemos e média mil pessoas por semana aqui na [fazenda] Carnielli. O agroturismo cresce até 15% por ano sem sustos”, explicou. Apesar da visitação não cobrar entrada dos turistas, a comercialização de produtos é alavancada com a modalidade, assim como a divulgação da produção das famílias que moram nos nove municípios que formam a região.
Com cerca de 40 funcionários – além dos 10 familiares, a empresa produz quatro produtos da agroindústria: café, leite, embutidos e derivados do milho, como a polenta. “A diversificação do que produzimos nos ajuda, ainda mais com o agroturismo”, ressalta o presidente. Ele aponta que a gastronomia faz, “senão a 110%, a 99%” do turismo e da cultura de um lugar.
Fluxo inverso – José Lorenção é outro exemplo de como a agricultura familiar desfruta dos benefícios do Turismo. Presidente da Associação de Produtores de Socol (Assocol) – produto típico da Itália e mantida pelos descendentes nas Montanhas, ele afirma que houve uma inversão no processo para a venda de produtos. “Antes, o produtor levava sua produção para a cidade para conseguir vender. Agora, o turista vem até a propriedade e compra e ainda faz a divulgação boca a boca”, afirma.
Por ano, cerca de 60 mil pessoas visitam o espaço onde Lorenção e sua família produzem. Deste total, 32% tem como origem da Grande Vitória – que soma cidades no entorno e a capital do Espirito Santo e 40% dos turistas vêm de outros Estados. “O turista hoje nos deu conforto para divulgar o que fazemos”, reafirma.

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