Setor hoteleiro é a menor preocupação para a Copa, diz Secovi

[Por Portal 2014, 22/09/2013]
O Sindicato da Habitação (Secovi) afirmou na manhã desta sexta-feira (20) que o setor hoteleiro está pronto para a Copa do Mundo 2014. A preparação do país para o megaevento foi discutido em São Paulo, na sede do sindicato. O risco de superoferta após a competição também foi cogitado em três cidades-sede: Belo Horizonte, Cuiabá e Manaus.
A convenção contou com a presença do vice-presidente do Secovi, Caio Calfat, do presidente do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), Roberto Rotter, do sócio-diretor da HotelInvest, Diogo Canteras e do vice-presidente executivo da Jones Lang Hotels, Ricardo Mader.
A reunião, intitulada “O setor hoteleiro do Brasil às portas da Copa do Mundo”, trouxe à tona os números do setor nas seis cidades-sede da Copa das Confederações durante os 15 dias do evento-teste do Mundial 2014. A apresentação do FOHB também comparou a taxa de ocupação e o preço das diárias com as Copas do Mundo 2006, na Alemanha, e 2010, na África do Sul.
De acordo com Calfat, o cenário para daqui a nove meses é bom. “A menor preocupação é a hotelaria. Os problemas de moblidade e nos aeroportos são maiores, sem dúvida”, disse. Para Rotter, o setor respondeu bem ao período da Copa das Confederações. No caso do Rio de Janeiro, o fato já havia ocorrido na Rio+20, em junho de 2012. A taxa de ocupação dos hotéis cariocas, inclusive, foi maior na fórum mundial. “Os números de quartos são suficientes para junho do ano que vem”, afirmou.
De acordo com a exigência da Fifa, o número de leitos de cada cidade-sede precisa atingir 30% da capacidade do estádio. Hoje, somente Porto Alegre, com 15,7 mil unidades, não cumpre o requisito. Até a Copa, contudo, a previsão é que a capital gaúcha atinja a marca de 20,8 mil leitos, superando os 17,3 mil necessários.
Rotter também comentou a alta dos preços das diárias. “Todos os lugares com megaeventos apresentaram essa flutuação de preços”, disse. De acordo com dados do FOHB, no Mundial da Alemanha, as tarifas chegaram a dobrar. A média da diária no Rio de Janeiro durante a Copa das Confederações chegou a U$ 200. Hospedar-se em Munique e Berlim, durante o megaevento de 2006, custou por volta de US$ 190. A Cidade do Cabo, na Copa da àfrica do Sul, em 2010, apresentou diária mais cara: US$ 280.

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