Turismo e desenvolvimento econômico

[Artigo de Flávio Dino, presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), foi deputado federal e juiz federal – Aquarela 2020, 20/08/2013]
O Brasil teve a alegria de recepcionar dois dos maiores eventos mundiais este ano. Em junho, a Copa das Confederações, evento preparatório à Copa do Mundo, voltou os olhos dos apaixonados por futebol para o nosso país. Já em julho, fomos o primeiro destino de uma viagem internacional do Papa Francisco, com a realização da Jornada Mundial da Juventude.
A cena de milhões de brasileiros e estrangeiros se confraternizando na missa de Copacabana coroa o momento fantástico que estamos vivendo no turismo brasileiro. No mês de julho houve uma alta de 27% no ingresso de estrangeiros nos oito principais aeroportos do país.
A tendência é de que o crescimento continue nos próximos anos, a partir do ganho de visibilidade que o Brasil está conquistando. Oito em cada dez turistas que vieram para a Jornada Mundial da Juventude nunca haviam pisado no Brasil antes. E elogiaram o que viram: 89% declararam-se “satisfeitos” ou “muito satisfeitos”, segundo pesquisa feita pela Embratur. Nove em cada dez deles pretendem voltar ao país.
Esses dados são muito importantes, pois, aumentando a nossa participação no mercado internacional, iremos gerar maior entrada de divisas para a economia de centenas de cidades, que é o principal fator positivo do turismo como ferramenta de desenvolvimento regional no Brasil.
Somente a Jornada Mundial da Juventude e a Copa das Confederações já tiveram, juntas, um impacto de quase R$ 2 bilhões na economia brasileira – abrangendo divisas trazidas por estrangeiros e a movimentação econômica indireta nas cidades.
Agora estamos diante dos preparativos para os dois principais megaeventos que o Brasil receberá: a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio, que, com certeza, terão um impacto econômico equivalente a dezenas de bilhões de reais.
Para levar esse efeito positivo ao maior número de cidades, o governo federal estimula que esse turista dos megaeventos vá a outras cidades, além das que sediam os jogos. Essa é minha luta diária, à frente da Embratur. Com esse objetivo, temos, por exemplo, ampliado o investimento na promoção turística do Nordeste. Em 2012, foram R$ 21 milhões investidos para a promoção de estados nordestinos, contra menos de R$ 15 milhões em 2011.
E vamos fazer mais. Em setembro, vamos retomar os seminários Goal to Brasil, em sua segunda temporada. Faremos edições do Goal to Brasil na Colômbia, Estados Unidos e Holanda. No ano que vem, teremos mais seis edições. Em paralelo, se desenvolve uma agenda promocional em feiras, workshops, caravanas, eventos culturais, mídia digital, relações públicas e publicidade, de modo a que, no ano inteiro, a imagem do Brasil esteja presente mundialmente.
Assim, progressivamente, vamos fortalecendo a economia do turismo como elemento integrante do proposito de obter mais qualidade de vida para o nosso povo.

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