Competitividade no turismo é discutida no CNT

[Por Aquarela 2020, 01/08/2013]
A participação do presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Flávio Dino, na reunião do Conselho Nacional de Turismo, realizado ontem (31), em Brasília (DF), teve o objetivo de atualizar os mais de 70 conselheiros de instituições públicas e entidades privadas do setor do turismo sobre as ações da Embratur, e levantar questões relevantes para serem discutidas no setor. “Sem um amplo debate sobre a competitividade, o turismo no país não vai avançar, independente de qualquer estratégia de promoção”, defendeu Dino.
Ao cumprimentar os presentes, o presidente fez um breve panorama do momento que o turismo no país passa. “Já percorremos metade da agenda de megaeventos e até aqui, tivemos movimentação econômica superior aos investimentos públicos e boa projeção de imagem internacional, apesar dos problemas. A Copa das Confederações rendeu R$ 740 milhões para o país e a Jornada Mundial da Juventude, R$ 1,8 bilhão, superando nossas expectativas”, e ainda comentou sobre a entrada de divisas por meio de viagens internacionais. “Mesmo com a desvalorização do real frente à moeda norte-americana, a entrada de divisas por meios de viagens internacionais no Brasil deverá ser recorde. Em 2012, os turistas estrangeiros gastaram US$ 6,645 bilhões no Brasil, aproximadamente R$ 12,9 bilhões pela cotação média”, disse.
Sobre as ações promocionais, Dino destacou o reforço da realização de eventos próprios, entre eles a nova etapa do Goal To Brasil – Encontros Brasileiros, que terá três edições ainda em 2013 e mais seis em 2014. Além disso, explicou sobre o novo formato para patrocínio que a Embratur está implementando para realizar parceria com a iniciativa privada. Como exemplo, Dino citou o Brazilian Film Festival, que acontecerá em diversos países, além de uma ação em parceria com a Latam, que irá trazer 80 profissionais estrangeiros para conhecer o Brasil.
Para finalizar, Dino levantou a competitividade como assunto de primordial importância para que o turismo no Brasil cresça. “É necessário discutir formas de promover a concorrência, analisar o que pode melhorar na regulação e buscar caminhos para desonerar o setor”. Segundo o dirigente, os entraves para que o Brasil chegue à marca dos 10 milhões de turistas partem da oportunidade de inserção do país no mercado mundial como concorrente de outros grandes destinos turísticos.
A abordagem do presidente da Embratur sobre a questão da competitividade foi endossada pelo diretor do Sindicato Nacional de Parques Temáticos e Atrações Turísticas (Sindepat), Alan Baldacci. “Recentemente, o Beach Park lançou uma nova atração, que custou cerca de R$ 15 milhões, um dos maiores investimentos já feitos em atração no Brasil. Mas isso só foi possível com a aprovação do governo para isenção de imposto de importação”, disse Baldacci.