Competitividade e impostos são temas de plenária do The Forum

[Por Mercado & Eventos, 21/08/2013]
A sessão principal do The Forum abordou alguns dos temas que mais impactam no mercado de eventos e viagens de incentivo no Brasil. A plenária, mediada pelo editor de São Paulo do Mercado & Eventos, Luciano Palumbo, teve a participação do presidente da The Collection, John Hooker, do diretor de Incentivos da Tour House, André Webber e do diretor de Grupo P2Com, Igor Tobias.
O primeiro assunto proposto para os painelistas foi a inovação, uma vez que este mercado muda de forma muito rápida. Na opinião de Webber o desafio das agências em se renovar e reiventar para continuar sendo competitivo. Hooker foi além e disse que as empresas que atuam hoje neste segmento têm apenas duas opções: aceitar que vai ficar para trás ou continuar inovando. “O mundo não fica parado e a indústria de eventos anda de forma muito rápida”, disse. “Não se trata mais de pensar fora da caixinha, mas sim de se livrar dela”, complementou Tobias.
Outro desafio para as agências está na tributação. Como um evento envolve uma série de serviços e fornecedores, quando o cliente paga por meio de uma só nota fiscal há uma dupla tributação. A saída encontrada é o pagamento direto ao fornecedor, um modelo diferente do que existe em outros países. “O conceito de tax back não chegou ainda ao Brasil”, lembrou Webber. “Ao mesmo tempo é necessário pensar quais são os riscos de colocar o cliente para pagar o fornecedor diretamente. Esta é a maneira mais transparente de ter todas as notas fiscais que os clientes precisam”, complementou.
Tobias lembrou de outra prática comum no mercado que é a emissão de notas de débito. Um procedimento que as agências de viagens copiaram das agências de publicidade. A solução deste problema levanta um velho assunto que domina o cotidiano das agências, especialmente as especializadas no mercado corporativo: a cobrança de fee.
Hooker contou a experiência do mercado inglês. Ele explicou que demorou mais de uma década para que os departamentos de compras de grandes empresas entendesse que as agências vendiam serviços. “Todos pagam por hora para médicos e advogados. Por que não para um organizador de eventos? Não somos vistos como uma profissão e isso tem que mudar”, afirmou.
Mais uma vez foi lembrado o mercado de agências de comunicação. Webber ressaltou que elas já cobram fee há muito tempo e fizeram uma autorregulamentação para que isso acontecesse. “Temos que nos unir para conquistar isso”, reiterou.

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