Cidades históricas apresentam festival de música

[Por MTur, 29/07/2013]
A 10ª edição da Mostra Internacional de Música em Olinda começa no próximo mês nas cidades de Olinda (PE), Paraty (RJ) e Ouro Preto (MG) e deve atrair 120 mil pessoas em suas 143 atividades programadas em 14 dias de evento. Criada para difundir e valorizar o patrimônio histórico e cultural brasileiro, a MIMO, como é chamado o festival, traz concertos de música de estilos variados, exibições de filmes nos paredões de igrejas e oficinas de artes.
As viagens motivadas por negócios, eventos culturais e convenções movimentam 25% do turismo de acordo com dados do Ministério do Turismo (MTur), de 2011. Esta é uma das razões que leva o MTur a estimular eventos como esse e a investir em cidades históricas. Dados do sistema de monitoramento do Ministério do Turismo (Siacor), mostram que Olinda recebeu R$ 4,85 milhões em 2010 para obras de infraestrutura turística. Outro Preto foi uma das cidades contempladas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e vai receber R$ 650 mil para sinalização turística.
Este ano, em Paraty, o festival MIMO será realizado entre 23 e 25 de agosto. Em Ouro Preto, de 29 de agosto a 1º de setembro e em Olinda, de 2 a 8 de setembro. Com programação gratuita, as apresentações ocorrem em cenários do patrimônio histórico, como igrejas, museus, monumentos e teatros, além de praças e espaços públicos da cidade.
PROGRAMAÇÃO – O MIMO traz atrações de diversos países e estilos, de concertos de música erudita, a jazz e música popular brasileira. Este ano haverá shows do músico de jazz Herbie Hancock, do grupo português Madredeus, de Gilberto Gil e Orquestra de Sopros da Pro Arte, do coletivo francês Nouvelle Vague, e do pianista cubano Omar Sosa, entre outros.
O que ver nas cidades
PARATY – Destino-referência em Turismo Cultural de acordo com o Ministério do Turismo, Paraty é uma cidade do Litoral Sul Fluminense fundada em 1660. Possui belas praias e Mata Atlântica até a encosta. Tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1958, transformou-se em Monumento Nacional no ano de 1966. Polo das artes plásticas, reúne numerosos ateliês e galerias e mantém conservado um conjunto arquitetônico colonial que atrai turistas o ano todo, que circulam a pé pelas ruas de pedra irregular do Centro Histórico. Sede do mais importante porto exportador de ouro do Brasil no período colonial, obteve destaque econômico no ciclo do café devido aos engenhos de cana-de-açúcar.
OURO PRETO – Encravada nas montanhas de Minas Gerais, a cidade abriga o mais importante acervo arquitetônico do estilo barroco brasileiro. Foi construída por escravos e artistas, com destaque para as obras de Aleijadinho e Mestre Athaide. Considerada monumento nacional em 1933, a cidade foi tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade em 1980 pela Unesco. Foi sede da Inconfidência e antiga capital do País. Possui belas igrejas históricas, como a de Nossa Senhora do Pilar (que consumiu mais de 400 quilos de ouro e prata em sua ornamentação), casarios coloniais e artesanato em pedra-sabão.
OLINDA – Tombada como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco em 1982, a cidade deixou de ser a capital de Pernambuco na primeira metade do século XIX, mas tornou-se importante centro cultural. Possui 22 igrejas localizadas no Centro Histórico da cidade. Entre os cartões-postais estão o Mercado da Ribeira, o Mirante do Alto da Sé e o Museu de Arte Sacra. A cidade também é sede do festejado carnaval de rua do Brasil: blocos de frevo, maracatu, afoxé e até de música pop movem milhares de foliões por suas ladeiras.