Centro de eventos de Teresina entre no PAC do Turismo

[Por Brasilturis, 24/07/2013]
O turismo do Piauí acaba de entrar no Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC do Turismo, que destina parte de seus recursos para construir centros de convenções e eventos. O Ministério do Turismo investiu R$ 40 milhões na obra de construção do Centro de Eventos de Teresina, no Piauí.
Para o diretor de engenharia da Secretaria de Infraestrutura do Estado do Piauí, Sergil Araújo, o centro de eventos será um indutor do turismo de negócios na região e que será realizada licitação para definição da empresa responsável pela obra.
O PAC do Turismo tem por objetivo descentralizar o mercado de eventos, ainda fortemente concentrado no eixo Rio-São Paulo. “Um de nossos critérios de priorização do investimento é pela conclusão de obras ou aquelas que possam ser iniciadas de imediato”, afirmou o ministro do Turismo Gastão Vieira. O setor é um dos mais importantes e de maior vitalidade para a economia turística do país.
Os organizadores de eventos ocupam a primeira posição entre os segmentos turísticos que mais aumentaram seu faturamento em 2012. O segmento cresceu 23,3% em relação ao ano anterior, de acordo com a 9ª Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo (Pacet), realizada pela Fundação Getúlio Vargas.
O setor de turismo de negócios e eventos é o segundo maior fator de atração de visitantes estrangeiros para o Brasil: 25,6% dos turistas internacionais vêm ao país com essas finalidades, e seu gasto médio diário, US$ 127, é quase duas vezes maior que o desembolso dos turistas de lazer.
“A inclusão do turismo no PAC é um sinal de que o governo brasileiro reconhece a importância do setor para a economia do País e seu papel de blindagem contra crises internacionais”, afirmou Vieira. De acordo com ele, a economia turística cresce acima do PIB nacional e grandes eventos esportivos, como a Copa das Confederações, a Copa do Mundo Fifa 2014 e as Olimpíadas de 2016 já dão visibilidade e consolidam o Brasil como um dos principais destinos turísticos do mundo.
Um dos critérios de distribuição das verbas é o índice de competitividade turística do município pleiteante, medido pelo Ministério do Turismo com base em 13 indicadores. Segundo o Secretário Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Fábio Mota, os contratos não são passíveis de aditivo – ou seja, os municípios contemplados precisarão concluir as obras com a verba liberada pelo PAC. O decreto 8.025, que institui o PAC do Turismo, foi publicado no Diário Oficial da União.