Centro de eventos de Alagoas entra no PAC do Turismo

[Por Primeira Edição, 22/07/2013]
O turismo em Alagoas acaba de entrar no Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC do Turismo, que destina parte de seus recursos para construir centros de convenções e eventos. No Estado, a prioridade será a reforma e ampliação do Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió, com investimento de R$ 20 milhões.
O centro é um importante atrativo turístico de Alagoas e sua reforma trará ainda mais turistas para a região, de acordo com a secretária de Estado do Turismo, Danielle Novis. Nos últimos seis anos, 20 novos hotéis incorporaram 8 mil leitos ao Estado. Hoje o Estado tem 16 mil leitos e o segmento de eventos é o maior responsável pela ocupação.
O PAC do Turismo tem por objetivo descentralizar o mercado de eventos, ainda fortemente concentrado no eixo Rio-São Paulo. “Um de nossos critérios de priorização do investimento é pela conclusão de obras ou aquelas que possam ser iniciadas de imediato”, afirmou o ministro do Turismo Gastão Vieira. O setor é um dos mais importantes e de maior vitalidade para a economia turística do país.
Os organizadores de eventos ocupam a primeira posição entre os segmentos turísticos que mais aumentaram seu faturamento em 2012. O segmento cresceu 23,3% em relação ao ano anterior, de acordo com a 9ª Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo (Pacet), realizada pela Fundação Getúlio Vargas. O setor de turismo de negócios e eventos é o segundo maior fator de atração de visitantes estrangeiros para o Brasil: 25,6% dos turistas internacionais vêm ao país com essas finalidades, e seu gasto médio diário, US$ 127, é quase duas vezes maior que o desembolso dos turistas de lazer.
“A inclusão do turismo no PAC é um sinal de que o governo brasileiro reconhece a importância do setor para a economia do país e seu papel de blindagem contra crises internacionais”, afirmou Vieira. De acordo com ele, a economia turística cresce acima do PIB nacional e grandes eventos esportivos, como a Copa das Confederações, a Copa do Mundo FIFA 2014 e as Olimpíadas de 2016 já dão visibilidade e consolidam o país como um dos principais destinos turísticos do mundo.
Um dos critérios de distribuição das verbas é o índice de competitividade turística do município pleiteante, medido pelo Ministério do Turismo com base em 13 indicadores. Segundo Fábio Mota, Secretário Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, os contratos não são passíveis de aditivo – ou seja, os municípios contemplados precisarão concluir as obras com a verba liberada pelo PAC. O decreto 8.025, que institui o PAC do Turismo, foi publicado no Diário Oficial da União.