Alugar Maracanã para realizar eventos custará R$ 750.000

[Por CenárioMT, 07/06/2013]
O consórcio formado por Odebrecht, AEG e Eike Batista pretende cobrar 750.000 reais pela realização de um evento no Estádio do Maracanã. O uso do local como palco para grandes espetáculos, porém, não deverá ser tão frequente quanto se esperava – pelo menos conforme a projeção feita pelas próprias empresas.
Na proposta econômica que apresentou ao governo durante a licitação, o consórcio informou que pretende realizar 75 partidas de futebol por ano no Maracanã e apenas dois shows. No passado, o estádio foi palco de eventos marcantes, como uma missa comandada pelo papa João Paulo II e shows de Frank Sinatra, Queen, Kiss, Madonna e Paul McCartney.
Em pelo menos três ocasiões (Sinatra, Kiss e McCartney), o Maracanã recebeu mais de 170.000 pessoas. O consórcio assinou contrato com o governo do Rio de Janeiro nesta semana e acertou a concessão do estádio pelos próximos 35 anos.
Se o estádio não deverá receber muitos shows, outra instalação do complexo, o ginásio do Maracanãzinho, poderá ser o principal palco carioca, com planos para a realização de 91 eventos por ano. Ao contrário do que será feito no estádio, o consórcio não deverá cobrar um valor fixo para ceder o Maracanãzinho – as empresas querem cobrar 20% da arrecadação da bilheteria. No documento, o consórcio prevê até a realização de casamentos no complexo do Maracanã. “Conferências e banquetes são fontes de receitas confiáveis”, diz a proposta entregue ao governo.
As empresas esperam fechar cinco tipos de patrocínio com outras companhias, com cotas que vão de 2,5 milhões de reais por ano até 25 milhões de reais anuais. Não será permitida a venda dos naming rights do estádio, mas um acordo desse tipo está permitido para o ginásio, desde que o termo “Maracanãzinho” seja mantido ao lado da marca que pagar pelo patrocínio.
Odebrecht, AEG e Eike deverão lucrar com vários outros aspectos do complexo do Maracanã. A proposta econômica do consórcio prevê, por exemplo, a “venda de produtos relacionados às marcas, logomarcas e imagens” do estádio. Acredita-se que serão vendidas camisetas, maquetes e outros produtos aos visitantes interessados em conhecer o palco das finais das Copas de 1950 e 2014. O turista que for ao Maracanã, aliás, deverá desembolsar 20 reais por um passeio pelo estádio – um valor que fica abaixo dos tours realizados nas grandes arenas no exterior.
Outra fonte de renda do consórcio será a venda de alimentos e bebidas. Em cada cachorro-quente ou refrigerante vendido em dia de jogo ou evento, os sócios receberão uma fatia de 30%. No domingo, no jogo de reinauguração, entre Brasil e Inglaterra, um cachorro-quente pequeno custava 8 reais, um saquinho de amendoins era vendido por 7 reais e a água saía por 4 reais. Os preços deverão ser mantidos na Copa das Confederações.