Mercado de Eventos: crise ou oportunidades?

[Artigo de Maitê Uhlmann – diretora Executiva do Recife CVB, Mercado & Eventos, 02/05/2013]
Segundo dados do WTTC, a contribuição do turismo para a economia brasileira é de R$ 402 bilhões, ou seja, 10% do PIB,o que gera cerca de 8 milhões de empregos. O produto interno bruto de Pernambuco cresce mais do que a média brasileira e 73% de toda movimentação vem da área de serviços, na qual o turismo está inserido, como uma das principais atividades do Estado. Mesmo que estes números nos soem bem, sabemos que há muito o que fazer, principalmente no quesito infraestrutura turística. Muitos quesitos estão a favor de Pernambuco entre eles: a grande movimentação de empresas atraídas pelo Porto de Suape, o aquecimento da economia e claro, a hospitalidade pernambucana que é principal ativo do turismo, conforme pesquisa realizada pelo Convention em 2012.
Mas não pensem que tudo são flores, vários entraves são sentidos no turismo como, por exemplo, a pauta de eventos lotada não apenas nos grandes centros do Sudeste como também no Nordete. É o caso do Centro de Convenções de Olinda com agenda lotada até 2015. Crise ou oportunidade? Oportunidade para projetar a duplicação do equipamento que segundo o Governo, será um dos maiores do país.
Enquanto isso, na tentativa de suprir essa necessidade à iniciativa privada vem investindo cada vez mais em novos equipamentos tanto nas capitais como no interior. É o caso do Hotel Canários de Gravatá, em Pernambuco que oferece um novo centro de convenções com capacidade de até 1500 pessoas em um único auditório. O resort Vila Galé no Cabo de Santo Agostinho está terminando de reformar o seu espaço de eventos; o Mar Hotel está construindo uma nova torre com novos apartamentos e salas de eventos até 2014.
No rastro desse crescimento, a hotelaria conta com a entrada das redes Marryot, mais um hotel da Accor com a bandeira Ibis, expansão de mais um hotel da rede local Marante, e por aí vai. Segundo a ABIH,-PE 10 novos hotéis estarão prontos até 2014.
Todo esse movimento se reflete na captação de eventos para o Estado. Segundo pesquisa realizada pelo Recife Convention, dentre os eventos trabalhados, os segmentos vêm se diversificando. Mas o principal setor atingido e com maior necessidade de realização ainda são os eventos ligados à área da Saúde.
E é diante deste quadro que o Recife Convention já neste primeiro semestre conseguiu captar e apoiar cerca de 20 eventos e, quem participa de entidades como o Convention ou trabalha na área comercial sabe a dificuldade de se obter grandes resultados em tão pouco tempo. E não basta contar com uma boa equipe pois tudo depende de fatores se relacionam. Assim, em que pese os bons ventos, temos grandes desafios. Crescer e se desenvolver de forma planejada é o maior deles. Com a roda da economia girando, com os empresários fazendo investimentos e o governo abrindo as frentes necessárias, no que diz respeito ao destino, não há lugar melhor para se estar, se não na terra das grandes oportunidades!