Economist destaca crescimento do turismo de negócios no Brasil

Nota da coluna de turismo da revista The Economist – a principal publicação especializada em economia no mundo – destaca estudo da consultoria GBTA (Global Business Travel Association) apontando as grandes perspectivas para o setor de turismo de negócio no Brasil.
O texto destaca que o país vive um ótimo momento do turismo doméstico no segmento de negócios, que este ano deve crescer 12,9%, movimentando US$ 27 bilhões. “Atualmente, as viagens domésticas dominam o mercado brasileiro de turismo no segmento negócios. Mas, com a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos no horizonte, novas oportunidades vão aparecer e mais empresas devem se interessar por esse mercado”, afirma a nota da Economist. O estudo avalia que, nos próximos dois anos, o Brasil deve superar Itália, França e Reino Unido no mercado de turismo de negócios.
Para o presidente da Embratur, Flávio Dino, o estudo aponta ótimas perspectivas para o setor no Brasil. “As estimativas da GBTA vêm confirmar o nossa percepção a partir dos números do setor e do ranking da ICCA”, avalia.
Acesse a pesquisa, clicando aqui.
WTM e ICCA
Um dos indicativos de sucesso no mercado de negócios e eventos é a participação do Brasil no ranking da Associação de Congressos e Convenções (ICCA, pela sigla em inglês). Em seu último relatório, a instituição apontou que o Brasil subiu duas posições no ranking, de 9º para 7º colocado – sendo o único da América Latina entre os 10 primeiros. Ao todo, o país recebeu, em 2011, 304 eventos classificados como internacionais segundo os critérios da ICCA – o que representou um crescimento de 10% em relação ao ano anterior, quando foram realizados 275 eventos.
Desde 2003, quando a Embratur passou a cuidar exclusivamente da divulgação do destino Brasil, o número de eventos ICCA foi multiplicado por cinco. “Outro bom sinal é mais que dobramos, desde 2003, o número de cidades que recebe eventos ICCA, o que, além de ser um fato positivo para o desenvolvimento local, é importante porque mostra que mais destinos estão se capacitando para receber esses eventos”, avalia Dino.
Outro sinal da expansão do mercado de viagens de negócios é a captação da feira britânica World Travel Market Latin (WTM), para o Brasil. Em abril deste ano, pela primeira vez será realizada, em São Paulo, a World Travel Market Latin America, principal feira do setor de Viagens e Turismo da América Latina, um evento voltado para operadores que promove a América Latina para o mundo e o mundo para América Latina. A WTM Latin America será realizada anualmente na capital paulista, polo econômico do continente, e contribuirá com o volume de negócios realizados para setor de Viagens e Turismo, bem como para o posicionamento do continente latino americano como uma das regiões mais importantes do mundo.
[Por Embratur, 20/03/2012]
Veja a nota reproduzida no site do The Economist:

Business travel in Brazil: Taking off

BRAZIL’s business-travel market will soon be larger than the UK’s, says a report by the Global Business Travel Association (GBTA), a trade group.
When adjusted for purchasing power parity Brazil’s GDP is already larger than the UK’s so it is no shock that discrete sectors are doing better than their equivalent in Britain. However, such consistent and impressive growth is a marker of Brazil’s new-found global importance and its economic ambitions.
Here are some numbers from the report:

  • Brazilian total business-travel spending is expected to grow 14.3% in 2013 to $34.5 billion
  • Domestic business-travel spending has grown 8.3% a year over the last 12 years, and is forecast to grow 12.9% to $27 billion in 2013
  • International outbound travel spending is on target to expand by 20.2% in 2013, reaching $7.1 billion
  • For the moment, domestic journeys dominate Brazil’s business-travel market, but that will likely change as the country grows. With both the World Cup and the Olympic Games on the horizon, opportunities to cater to business travellers will abound. Entrepreneurial companies may be tempted to move into this burgeoning market, but established airlines are wary—and for good reason.

In 2008, when JetBlue, an American airline, launched a Brazilian equivalent, Azul, Businessweek dubbed Brazil an “airline graveyard”. For carriers, the country has its problems: it covers a huge area (3.3m square miles), has outdated air-traffic control systems (as does America’s, so this shouldn’t be a deal-breaker) and a history of spectacular aeroplane disasters which has knocked consumer confidence. Restrictions on foreign ownership have also slowed outside investment. And, possibly most importantly, although Brazil’s overall economy is larger than the Britain’s, its population is on average three times poorer. The reality is that the vast majority of Brazilians don’t board planes, they take buses.
[The Economist, 18/03/2013]