Rio se despede de sua maior feira de turismo

[Por CNC, 27/10/2012]
A 40ª edição da Abav 2012 – Feira das Américas e Congresso Brasileiro de Agências de Viagens – começou anunciando sua despedida do Rio de Janeiro e sua ida para São Paulo. Foi um início com a sensação de fim, mas o que essa edição mostrou, foi uma Abav renovada. A Vila do Saber foi um dos grandes acertos desse ano e já se espera sua reedição em 2013. A ideia de unir o Congresso à Feira deu certo, iniciativa da nova gestão da Abav – Associação Brasileira de Agências de Viagens – apoiada pelo sistema CNC-SESC-SENAC que aposta na formação e atualização do profissional de turismo, preparando-o para as constantes mudanças do cenário.
Na Vila do Saber o Sistema CNC-SESC-SENAC mostrou que tem muito pra ensinar. O Sesc deu muitas aulas, principalmente quando a matéria era o turismo social, mostrou que sabe do que está falando, tanto na prática, da qual é pioneiro e líder, como principal operador no Brasil, como na teoria com profissionais qualificados e conhecedores do tema.
Turismo Social um novo olhar sobre a atividade que responde a demandas do mercado
O Sistema CNC-SESC-SENAC apresentou o Turismo Social como uma tendência que responde a necessidades de mercado. Primeiro por atender as classes sociais em ascensão que incluem a atividade em seu pacote de consumo, e segundo, por atender aos novos tipos de turista, que procuram um consumo diferenciado ou ainda que um turismo preocupado com suas necessidades, como é o caso do público de idosos, também em ascensão.
O especialista no assunto, o mexicano Sergio Rodriguez Abitia, que presidiu a Organização Internacional de Turismo Social (OITS) e trabalhou como agente de viagens, identifica que a atividade “não é um produto para pessoas pobres, e sim uma forma de viajar em que existam ambições humanas e sociais”. A discussão do turismo social ampliou-se e hoje além de democratizar o acesso ao turismo para as classes com recursos limitados, apresenta uma compreensão do turismo que “abrange noções como direito ao turismo, acessibilidade, integração, respeito mútuo e promoção do desenvolvimento pessoal, social e comunitário” como afirmou Carlos Henrique Falcão, especialista em turismo social do Sesc, professor universitário da área, que foi palestrante sobre o tema no último dia da Abav.
Hospedando os trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo
A rede hoteleira do SESC conta com 43 meios de hospedagem, 5.614 quartos que dispõem de 17.697 leitos. Em 2011 essa rede hoteleira recebeu cerca de 800 mil hóspedes com pernoite, com um total de mais de dois milhões de atendimentos, incluindo passeios de um dia e estadias, alcançando uma ocupação média de quase 60%. Os dados foram apresentados pela técnica de turismo social do Sesc, Patrícia Carmo dos Santos, em palestra realizada na sexta-feira na Vila do Saber.
Parcerias para promover os meios de hospedagem
O Sistema CNC também trouxe para o espaço Vila do Saber contribuições da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (FNHRBS), uma das federações nacionais associadas à Confederação, que realizou duas palestras no último dia da Abav.
A FNHRBS apresentou dois produtos aos hoteleiros. O Acessa Hotel uma ferramenta para conectar micro, pequenas e médias empresas de hospedagem à internet, ofertando web site, acesso a canais de venda na internet e um sistema próprio de reservas. Outra proposta da entidade foi apresentada em palestra sobre modernização dos meios de hospedagem por meio de projetos de eficiência energética, com o Programa Pró-Hotéis, que realiza diagnóstico técnico e estudo de financiamento para modernizar as instalações, tornando-as mais sustentáveis e reduzindo custos com energia elétrica, água, entre outros.
Segundo Alexandre Sampaio, presidente da FNHRBS, a ideia é auxiliar na modernização e crescimento dos negócios. “O sistema de contato e reservas da maioria das hospedagens brasileiras ainda está longe da era da internet. Temos centenas de milhares de estabelecimentos com boa infraestrutura e ótimos preços espalhados pelo país, mas que são difíceis de serem encontrados pelos turistas brasileiros e estrangeiros”, exemplifica Sampaio.