Chegadas de business travelers ao Brasil aumentaram 9,8%, para 25,9%

[Por Business Travel, 18/10/2012]
Levantamento revela que nove entre 10 turistas estrangeiros pretendem voltar para o Brasil. Estudo da Demanda Internacional no Brasil, encomendado pelo Ministério do Turismo em parceria com a Embratur à FIPE – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, mostra que a viagem para o Brasil superou a expectativa para três de cada dez visitantes ouvidos. Um total de 39 mil turistas foram ouvidos em 16 aeroportos internacionais, que respondem por 99% do fluxo internacional aéreo, e 11 portais terrestres. Os questionários foram aplicados nos períodos de alta, baixa e média estações, para apurar os impactos da sazonalidade no setor.
América do Sul (48,4%) e Europa (29,8%) juntos são responsáveis por quase 80% dos visitantes que desembarcam no Brasil. A Argentina figura no topo de países emissores, com 1.593.775 turistas, seguida dos Estados Unidos (594.947). De acordo com a pesquisa, a internet é a principal fonte de informações sobre o turismo para 32,6% dos viajantes. As páginas eletrônicas são a única fonte que registrou crescimento continuado na série histórica desde 2005. O boca-a-boca aparece na segunda colocação como fonte principal para 28,5% dos entrevistados.
O mapeamento do MTur revelou o crescimento do turismo de negócios no Brasil. Enquanto a modalidade sol e praia permaneceu estagnada, negócios, eventos e convenções registrou crescimento de 9,8%. Dos 5,4 milhões de turistas estrangeiros que desembarcaram no Brasil no último ano, 1,4 milhão ou 25,9% do total vieram em viagens de negócios. O lazer, no entanto, continua a representar a principal motivação do visitante internacional, com 46,1%. O visitante de negócios gasta em média (gasto médio per capita dia no Brasil) US$ 127.94, valor 76,03% superior aos US$ 72.68 gastos pelos turistas de lazer. O visitante de negócios permanece em média 14,1 dias no Brasil, contra 12,2 dias dos turistas de lazer, e os destinos mais visitados são São Paulo (51,6%), Rio de Janeiro (24,4%) e Curitiba (4,9%).
São Paulo figura no topo geral das cidades que mais receberam estrangeiros, com 26,5% do total, seguida do Rio de Janeiro (24,9%) e de Foz do Iguaçu (11,4%). Quanto mais longa é a viagem, ou seja, quanto maior a distância entre o país de origem e o Brasil, mais o turista gasta em território nacional. Cada europeu deixa, em média, US$ 1.753 quando visita o Brasil. Em segundo, estão os americanos, com um gasto médio individual de US$ 1.587. Para cara dólar deixado pelo europeu, o sul-americano deixa US$ 0,38. O gasto médio de cada visitante da América do Sul é de US$ 659. Dentre os vizinhos, os chilenos são os que mais gastam, com a média de US$ 800, e os paraguaios são os que menos deixam divisas no solo brasileiro (US$ 473). Quando o recorte é feito na Europa, a Suíça responde pelo maior gasto per capita (US$ 2.015), seguida da Itália (US$ 2.008).
O tempo de permanência também é proporcional à distância percorrida até chegar ao Brasil. Quanto mais longa a viagem, mais tempo os visitantes tendem a permanecer no país. Os turistas europeus e norte-americanos ficam no mínimo duas vezes mais que os sul-americanos. Os portugueses são os que mais tempo passam no país (31 dias) e os paraguaios são os que menos tempo ficam (sete dias). Os serviços brasileiros são, em geral, bem avaliados pelos turistas estrangeiros. O povo continua a figurar no topo de atrativos. Os itens melhor avaliados são a hospitalidade, que receberam avaliação positiva de 97,6% dos entrevistados, e a gastronomia (95%). A segurança pública (82,9% de avaliação positiva) registrou crescimento continuado desde 2006 (76,8%). Os preços são o item que recebe a pior avaliação do visitante internacional. Para metade dos turistas os valores praticados no Brasil são caros.
A base de dados do Estudo da Demanda Internacional no Brasil foi coletada de janeiro a outubro de 2010. A margem de erro média é de 5%. A série histórica foi iniciada em 2004. Para acessar o Estudo da Demanda Turística Internacional 2005-2011 na íntegra, clique aqui.
O MTur erra ao definir, no motivo das viagens, que as de incentivo integram o grupo de viagens de lazer. Por serem custeadas por empresas, as viagens de incentivo são, por definição internacional, viagens de negócios.