Pesquisa revela que viajar pelo Brasil é caro e faltam bons serviços

[Por Mercado e Eventos, 10/07/2012]
​A pesquisa “Perfil do Turista e dos Segmentos de Oferta – Comportamentos e Percepções” traz informações sobre os principais perfis de consumidores de turismo do Brasil em uma perspectiva ampla de viagem, tanto para destinos já consagrados e para destinos ainda pouco explorados. O trabalho, que busca orientar o trade turístico em suas ações foi realizado pela CNTur e o Sebrae. Participaram da pesquisa pessoas que viajaram pele menos uma vez nos últimos 12 meses, representantes de várias classes e com diferentes idades. O lançamento oficial da pesquisa foi feito hoje em São Paulo. Confira o resultado dos grupos:
Classes B2 e B1, entre 35 e 50 anos, casados e com filhos: gostam de conhecer o país e planejam a viagem com antecedência e preferem viajar na baixa temporada; Homens e mulheres, classes B2 e B1, entre 25 e 32 anos, solteiros e sem filhos: buscam bem estar e intercâmbio cultural vinculada a outros entretenimentos; o stress é um dos motivadores de viagem, analisam custo x benefício e também preferem a baixa temporada; Homens e mulheres, classe C, entre 25 e 45 anos: planejam muito a viagem e os filhos (detentores das informações da internet) exercem grande influência na decisão de escolha do destino; procuram agências de viagens reconhecidas no mercado e é o grupo com a visão mais otimista do turismo no Brasil;
Homens e mulheres, com mais de 55 anos: buscam novidades e renovação; celebram a vida e a alegria; procuram atividades mas respeitam suas limitações, viajam sempre com amigos e parentes e também preferem pacotes de agências de viagens reconhecidas no mercado; Jovens, entre 16 e 22 anos: diversão é o foco da viagem, são aventureiros e se tiverem um parceiro e dinheiro não se preocupam com planejamento; valorizam indicações, não gostam de ser tratados como turistas e as informações devem ser fáceis e objetivas; se preocupam com segurança, agilidade e rapidez são palavras chaves para esse grupo.
Conclusão – De acordo com Luciana Thomé, consultora da CNTur e responsável pela pesquisa na entidade, todos os perfis trouxeram algo em comum: viajar pelo Brasil é caro; a falta de infraestrutura e preços altos desmotivam viajar pelo país e a buscar destinos internacionais; importância da qualidade no atendimento é uma percepção de todos para uma boa experiência; a maioria tem medo de “ser enganado”, como a venda forçada com “preço para turista” foi debatida; o poder da gastronomia como grande atrativo de viagem. “Desse resultado temos que tirar lições. Acho que há um enorme potencial e oportunidades de desenvolvimento de novos produtos e melhoria de outros. A identificação é apenas o início de um trabalho extenso que deverá ser feito nos destinos e empresas para que o turismo possa crescer e se tornar sustentável”, finalizou.