Formação profissional no Turismo é tema de debate em reunião do MTur

[Por Mercado e Eventos, 26/07/2012]
​Na última terça-feira, dia 24, foi realizado, por iniciativa do Ministério do Turismo, a segunda rodada de debates com empresários do setor, técnicos da pasta, acadêmicos e especialistas em qualificação profissional com o tema ‘Ideias inovadores para transformar a nossa realidade’.
Entre os principais desafios estão qualificar a mão de obra de profissionais com baixa escolaridade, aumentar o número de profissionais capacitados para atender o setor, envolver os empresários no processo de formação de profissionais e desenvolver a participação do turismo na economia brasileira.
O secretário executivo do MTur, Valdir Simão, acredita que o desafio maior é conseguir manter os profissionais no setor turístico. “Percebemos que a rotatividade de funcionários é muito alta em função de outros segmentos da economia oferecerem salários mais atrativos. Outro ponto que merece atenção é a certificação, em busca da melhoria da qualidade do serviço para o turista”, defendeu.
Para Wanda Engel, superintendente-executiva do Instituto Unibanco, é necessário contribuir para a escolarização básica e investir para que a juventude do país seja melhor. “O Turismo é como a porta de entrada para o mercado de trabalho de muitos jovens. A ideia é fazer dessa porta de entrada uma influência e melhorar a educação básica, desenvolvendo uma forma de introdução no mundo do trabalho que garanta a sua continuidade na escola. Precisamos fortalecer esse laço entre educação e trabalho”, explicou.
A assessora especial do MTur, Suzana Dieckmann, responsável pelo programa do ministério de qualificação profissional para a Copa do Mundo da FIFA 2014, o Pronatec Copa, explica que para cada desafio deve ser elaborada uma estratégia. “Trabalhamos o turismo de várias formas: como ferramenta de inclusão social até como ferramenta de superespecialização profissional. É a questão do empresário sentir a necessidade da valorização do próprio profissional. Precisamos definir o teor da qualificação, se seriam cursos curtos ou cursos mais técnicos e para quem vamos oferecê-los.”
Todos os participantes concordam que o baixo nível de educação no país e a falta de certificação são fatores que contribuem para a deficiência da qualidade do serviço oferecido ao turista. O consultor Cláudio Moura Castro defendeu que as certificações sejam ligadas às políticas do ministério. “O MTur poderia premiar aquelas instituições que têm mais funcionários qualificados, como, por exemplo, nas estrelas de hotelaria. Podemos dizer: um hotel, pra ter uma estrela, tem que ter pelo menos 5%, ou mesmo 10% da sua força de trabalho com uma certificação ABNT.”