Governador apresenta projetos ambientais do DF na Rio+20

[Por Portal Eventos, 20/06/2012]
Durante conferência mundial, no Rio de Janeiro, Agnelo Queiroz leva programas que fazem da capital federal exemplo de sustentabilidade. Estande inspirado no Estádio Nacional Mané Garrincha atrai muitos visitantes.
O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, participa no Rio de Janeiro da Conferência da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Ele levou para a conferência os projetos em desenvolvimento no Distrito Federal para preservar o meio ambiente e garantir o desenvolvimento sustentável de nossas cidades. Exemplos são o Brasília, Cidade Parque de recuperação das unidades locais de preservação; o Plante Uma Árvore, pelo qual os internautas podem escolher o local onde mudas nativas do cerrado serão plantadas, e o próprio Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, que concorre ao selo máximo de sustentabilidade, o Leed Platinum.
“Brasília já é referência em preservação do meio ambiente. Temos um dos melhores índices de desenvolvimento humano. Com o projeto Brasília, Cidade Parque, de preservação e criação de 72 parques até 2014, retomamos o conceito de Lucio Costa, de uma cidade com muita qualidade de vida. Isso com recursos de compensação ambiental e florestal, parcerias com área privada”, destacou o governador.
Agnelo Queiroz explicou que em apenas um ano, por meio do Brasília, Cidade Parque, o Governo do Distrito Federal aumentou em 500% os investimentos na recuperação e na criação de parques em relação aos últimos 10 anos. Grande parte dos recursos é de compensação ambiental e florestal, pagos pelos empreendimentos do DF que causaram algum impacto negativo ao meio ambiente. A cada árvore retirada, outras 30 têm que ser plantadas em seu lugar. O GDF já conseguiu captar R$ 300 milhões em compensações florestais. Desse valor, 10% já estão em execução.
Outro projeto do DF, o Plante uma Árvore, será lançado amanhã na Rio+20. “A pessoa faz o plantio (virtual) aqui e a arvore é plantada no Distrito Federal. O projeto está tendo uma grande aceitação porque as pessoas visitarão Brasília para a Copa do Mundo e terão a oportunidade de ver em realidade a árvore que elas plantaram virtualmente”, adiantou o governador.
Estande – Não por acaso, o estande de Brasília – que já é um dos mais visitados da conferência – reproduz o formato do estádio nacional, cuja obra está 60% concluída. O reaproveitamento e a reciclagem dos resíduos do antigo estádio e os sistemas de captação de energia solar e água da chuva são algumas das iniciativas que justificam o destaque da arena verde na Rio+20.
A economia e o custo de manutenção são os principais diferenciais da arena. Cerca de 80% da demanda por água virá do aproveitamento da água da chuva e a energia solar captada irá suprir até 100% da energia. Sistemas ecológicos como o de iluminação, ventilação, reutilização de materiais recicláveis e ar condicionado inteligente são utilizados na obra. Além disso, o estádio nacional será ornamentado com plantas nativas do cerrado, o que irá valorizar a flora local e aproximar a população e os turistas da natureza.
Além de participar da abertura da Cúpula Mundial dos Estados e Regiões, na manhã de hoje, o governador Agnelo Queiroz, acompanhado do secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Eduardo Brandão, reuniu-se com o ministro do Meio Ambiente da Itália, Corrado Clini. Ele conheceu o pavilhão da Itália na Rio+20 – amanhã, apresentará o estande de Brasília a seus convidados.
“É um evento muito importante porque reúne todas as cabeças do mundo para pensar em outra forma de economia, na economia verde, que é uma nova maneira de sobreviver harmoniosamente na Terra. A gente vem para pensar, aprender e discutir globalmente para que possamos agir localmente na nossa cidade”, destacou o secretário Eduardo Brandão.
Como a sustentabilidade é uma política que se apoia não só na questão ambiental, mas no desenvolvimento social, o deputado federal Geraldo Magela, que também participa da conferência, ressaltou o compromisso do GDF com a questão. “Temos no DF uma situação de pelo menos 1/3 das famílias vivendo em condições precárias. Por isso, estamos implantando um projeto de regularização que traz, além da legalização da moradia com escritura, investimentos em infraestrutura”, reforçou o deputado.

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