Em 4ª edição, Placar da Hotelaria aponta risco em 5 cidades

[Por Hôtelier News, 18/06/2012]
Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Manaus e Salvador são listadas como as cidades-sede que podem sofrer com a superoferta hoteleira após a Copa do Mundo de 2014. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (18) e compõem a quarta edição do relatório Placar da Hotelaria 2015 – elaborado pelo Fohb (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil) e pela HotelInvest.
O cenário mais preocupante é o da capital mineira, onde, segundo a edição de outubro do estudo, a oferta estava na casa de 6.281 unidades habitacionais. A nova oferta até 2015 está estimada em 5.778 UHs, o que geraria um excesso de quartos para serem absorvidos pela demanda.
Outros projetos hoteleiros foram identificados nesta edição – além de aberturas que estavam em fase preliminar e se concretizaram; o que deve aumentar o número de leitos em algumas praças.
Ainda assim, as incertezas no cenário econômico nacional e internacional tornaram as perspectivas econômicas menos favoráveis em relação ao que foi previsto no segundo semestre do ano passado. Com isso, a taxa de crescimento da demanda hoteleira para o ano de 2012 foi diminuída no 4º Placar da Hotelaria.
A estimativa é que, até 2015, um total de 21.143 UHs sejam inauguradas nas cidades-sede da Copa do Mundo, cerca de 5,4% a mais do que o contabilizado na edição anterior.
Os demais mercados estudados apontam risco baixo de crescimento da oferta hoteleira. A expectativa é que, com boa ocupação, os hotéis aumentem suas diárias e, consequentemente, as receitas – possibilitando a renovação das instalações e o andamento sadio do negócio.
O material da HotelInvest e do Fohb aponta ainda que, apesar de ser um dos indicadores de saúde para o mercado hoteleiro, os índices de ocupação não devem ser utilizados isoladamente para determinar a viabilidade ou não de um meio de hospedagem.
Curibiba, Porto Alegre, São Paulo, Fortaleza, Recife e Rio de Janeiro aparecem com risco baixo quanto ao excesso de oferta.
São Paulo e Rio
As praças que aparecem com melhores números continuam sendo as capitais paulista e fluminense. De acordo com o material, São Paulo, mesmo com uma nova oferta de 1.011 UHs até 2015, tem uma ocupação estimada em 79% para este período. No fechamento de 2011, a cidade somava 37.734 UHs.
O Rio de Janeiro também deve manter bom índice, com 77% de ocupação prevista para 2015 e um aumento de 4.523 UHs após a Copa. Na última edição do relatório, a capital fluminense possuia 18.242 UHs, segundo a HotelInvest e o Fohb.
Curitiba também segue a ocupação prevista para a cidade maravilhosa e deve, até 2015, ter uma nova oferta de 386 UHs. A capital paranaense é seguida por Porto Alegre, com ocupação de 70% e uma nova oferta de 1.036 UHs.
Dados do estudo
Em sua quarta edição, o Placar da Hotelaria tem como objetivo mensurar o risco de superoferta hoteleira em cidades que vão sediar o mundial esportivo de 2014. Esta superoferta ocorre quando há quartos de hotel em excesso, causando forte redução da taxa de ocupação dos meios de hospedagem e da rentabilidade do investimento hoteleiro.
Para medir o risco, o estudo estima a taxa de ocupação em 2015 para cada mercado hoteleiro. O risco é maior quando a estimativa da taxa de ocupação em 2015 é mais baixa.