Embratur quer fortalecer o Brasil como destino de intercâmbio

[Por Brasilturis, 29/05/2012]
A Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) quer fortalecer o Brasil como destino de intercâmbio. Para isso, levará 28 instituições de ensino brasileiras para participar do maior evento do segmento no mundo, em parceria com a Belta (Associação Brasileira de Operadores de Viagens Educacionais e Culturais). A Conferência Anual e Exposição da Associação Internacional de Educadores (Nafsa) começa hoje, dia 29, e vai até o dia 1º de junho, em Houston, nos Estados Unidos.
“O Brasil é um país atraente não só pelas riquezas naturais e culturais, mas também possui boa oferta de educação de excelência, capaz de proporcionar uma experiência única e agregar valor à formação dos estudantes”, disse o diretor de Produtos e Destinos da Embratur, Marco Antonio Lomanto.
Na ocasião, a Embratur e a Secretaria de Turismo do Distrito Federal lançarão o Roteiro de Arquitetura e Urbanismo de Brasília, formatado exclusivamente para que estudantes estrangeiros da área visitem a Capital Federal para conhecer os projetos de Lucio Costa e Oscar Niemeyer.
“Nossa intenção ao lançar esse roteiro arquitetônico nessa importante feira de intercâmbio é potencializar uma vocação natural de Brasília. A cada dia recebemos mais estudantes interessados em conhecer a fundo nossa arquitetura, única e peculiar, que nos rendeu o título de patrimônio cultural da humanidade”, ressaltou o secretário de Turismo do Distrito Federal, Luiz Otávio Neves. Segundo ele, esse interesse é tamanho que já é frequente a visita de grupos de estudantes de países vizinhos, como Argentina, nos monumentos da capital federal.
A conferência da Nafsa reúne profissionais de educação internacional de diversos países. Para a presidente da Belta, Maura Leão, a participação do Brasil no evento é importante porque mostra que o país não se destaca apenas como mercado emissor, mas também como destino para alunos de diversas partes do mundo que buscam aprimoramento em universidades e instituições com alta qualidade acadêmica. “Temos organizações educacionais com excelência acadêmica e de pesquisa que oferecem cursos reconhecidos internacionalmente”, comentou Maura.
A iniciativa da Embratur vai ao encontro do “Ciência sem Fronteiras”, um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.
O projeto prevê a utilização de até 75 mil bolsas em quatro anos para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior e mantenham contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias nas áreas prioritárias definidas no Programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior.