Seminário FBHA: Primeiro debate discute Turismo Receptivo

[Por Hotelier News, 09/04/2012]
Turismo Receptivo. Este foi o tema do primeiro painel do Seminário de Turismo e Negócios – o poder dos eventos globais, realizado pela FBHA (Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação), que acontece nesta segunda-feira (9), no prédio da Fecomercio, na capital paulista.
O assunto foi abordado de duas formas diferentes. Com uma palestra – ministrada por Marcelo Pedroso, diretor de mercados internacionais do Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) – sobre as ações do governo brasileiro a respeito da temática. E com um debate que contou com as presenças de Ricardo Freire, jornalista; Gilson Novo, diretor do Grupo Águia e da Match Connections; e de Antônio Azevedo, presidente da Abav Nacional (Associação Brasileiras das Agências de Viagens); além de Sérgio Xavier, diretor do núcleo Motor, Esporte e Turismo da Editora Abril, que mediou o debate.
O primeiro a ter a palavra foi o representante do Embratur, que falou sobre as peculiaridades do Plano Aquarela 2020, desenvolvido pelo MTur (Ministério do Turismo), e sobre o método de trabalho do órgão governamental. De acordo com Pedroso, desde 2004, quando o programa entrou em ação, até 2011, o número de visitantes que chegam ao Brasil anualmente cresceu 30% e o gasto de turistas estrangeiros no País cresceu 173%.
Além do aumento nas divisas arrecadadas e na chegada de turistas, o executivo também apontou os objetivos da instituição para os próximos anos. Segundo ele, em 2020, o Embratur espera contabilizar 10 milhões de turistas a mais do que o recebido hoje.
Para alcançar tais metas, o diretor de mercados internacionais explica qual o método de trabalho aplicado pela entidade. “Atuamos com três diretorias independentes, que trabalham com mecanismos diferentes, mas com o mesmo intuito. Temos uma Diretoria de Produtos e Destinos, que identifica os produtos turísticos do Brasil; uma Diretoria de Marketing, que articula as formas de promover os destinos; e uma Diretoria de Mercados Internacionais, que indica onde promover os produtos”, esclarece.
Debate
A Copa do Mundo 2014 foi o assunto que tomou as atenções e os discursos durante o debate. Para Ricardo Freire, primeiro a falar, a população brasileira ainda costuma encarar o evento notando muitos problemas e deixa de enxergar as qualidades do País para receber o acontecimento. “O Brasil é o lugar mais interessante para se estar durante uma Copa do Mundo, independente de qual país a esteja sediando. Uma Copa no Brasil será excelente e este será o melhor lugar para se estar durante o período”, diz otimista.
Na sequência, foi a vez de Gilson Novo demonstrar boas expectativas quanto ao encontro esportivo. Argumentando que o País já tem tudo que é necessário para sediar o evento, Novo comentou que o grande legado da Copa é o setor turístico poder ouvir dos viajantes a seguinte frase: “Adorei o Brasil e gostaria muito de voltar um dia”.
O último a falar foi Antônio Azevedo. Antes de receber a palavra, foi questionado pelo mediador, que alegou ser repórter por vocação, sobre a existência de algum destino brasileiro em situação preocupante para a Copa do Mundo no quesito hospedagem. Evasivo, o presidente da Abav desconversou e divagou sobre a necessidade das instituições públicas e privadas trabalharem em conjunto.

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