Mais voos diretos para o Brasil

[Por Brasil Network, 02/02/2012]
A Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) criou, pela primeira vez, um programa para apoiar as secretarias estaduais de turismo a desenvolverem ações de incentivo à captação de novas frequências aéreas internacionais. A portaria que institui o Programa de Apoio à Promoção Internacional de Voos Fretados, denominado “Voo Direto”, foi publicada ontem (01/02) no Diário Oficial da União. Com a iniciativa, os estados terão R$ 8 milhões disponíveis para serem liberados mediante apresentação e aprovação de projetos.
“Nossa decisão de incentivar a captação de voos é motivada tanto pela diversificação de portas de entrada do turista, distribuindo melhor regionalmente os ganhos com a entrada de estrangeiros, quanto pelo estímulo à concorrência do mercado turístico brasileiro”, disse Flávio Dino, presidente da Embratur. Para Dino, o programa também vai aumentar a acessibilidade e incrementar a malha aérea, deixando o país mais preparado para receber os turistas que virão para os grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo FIFA 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.
Para empregar o valor oferecido, as secretarias poderão utilizar ferramentas de promoção internacional, como realização de eventos nos mercados de origem dos voos, viagens de familiarização com operadores, press trip com jornalistas de veículos internacionais, produção de material promocional, campanhas publicitárias e pesquisas qualitativas.
O edital estará disponível a partir de 13 de fevereiro e os estados deverão apresentar suas propostas até 12 de março. O prazo para a avaliação de propostas e a aprovação final dos planos de negócios vai até o dia 2 de abril. De acordo com Dino, em maio essas ações promocionais já devem estar em funcionamento.
Todos os projetos serão submetidos à análise da Embratur. Os critérios a serem atendidos são o tempo de operação do vôo – principalmente os que se mantiverem por períodos mais prolongados e os que alcançarem a baixa temporada – e a preferência por mercados de longa distância. Os destinos brasileiros sem acesso direto ou com baixa concentração de voos, que possuam aeroportos internacionais com capacidade operacional ociosa, também serão itens avaliados. Os planos que apresentarem maior custo benefício de promoção terão prioridade.

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