Ministro relata "ambiente saudável" e desejos da Fifa atendidos

[Por Terra, 19/01/2012]
Pelo discurso do ministro do Esporte, o clima entre governo brasileiro e Fifa é dos melhores. Nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, Aldo Rebelo explicou sobre como é saudável a relação entre Brasil e a entidade, e disse que a previsão é que em fevereiro seja retomada a discussão no Congresso sobre a Lei Geral da Copa, que discutirá temas como ingressos e venda de cerveja nos estádios.
“O ambiente é saudável e estamos buscando o caminho comum para chegar a um sucesso que é o desejo de todos”, disse o ministro após reunião do Comitê Organizador Local da Copa do mundo de 2014, nesta quinta-feira.
As palavras de Rebelo encontraram eco nas de Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa. “Trabalhamos em conjunto. Não existe tensão entre Fifa e o governo. Estamos discutindo e negociando a organização”, afirmou o dirigente da entidade que rege o futebol.
Rebelo abriu a possibilidade de o pedido da Fifa para a venda de bebidas nos estádios da Copa ser atendido. O ministro disse que o projeto da Lei Geral da Copa enviado ao Congresso não faz nenhuma restrição à venda de cerveja. “A discussão está com o Congresso”, declarou Rebelo.
O ministro do Esporte afirmou que o governo vai respeitar o compromisso firmado com a Fifa à época da escolha do Brasil como sede do Mundial e, se necessário, “acolher na Lei Geral da Copa garantias em caso de desastres naturais”. Até março, assim como Valcke, Rebelo espera que a questão de distribuição de ingressos para populações de baixa renda e indígena seja resolvida.
No fim de 2011, o deputado federal Romário divulgou que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) iria adquirir 300 mil ingressos da Copa do Mundo para serem repassados às chamadas minorias (portadores de necessidade especial, indígenas e população de baixa renda).
“Explicamos à Fifa que o Brasil tem casos excepcionais onde até a meia entrada no ingresso não resolve o problema. Não seria uma coisa boa o Brasil receber o evento mais esperado do planeta e não ter acesso. Manaus é uma sede e não dá para não ver um índio presente”, declarou Rebelo.