Mobilidade é principal desafio de Brasília para Copa

[Por R7, 20/12/2011]
Com obras do estádio adiantadas e mais de 40% da arena concluída, o principal desafio de Brasília para sediar a Copa do Mundo em 2014 e abrir a Copa das Confederações em 2013 é a mobilidade urbana. Algumas obras, como o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e a ampliação da via que liga o aeroporto ao centro da cidade ainda não foram licitadas.
Para os turistas a principal dificuldade pode ser chegar até o centro ao desembarcar no aeroporto, apesar das opções de transporte. Em horário de pico, o trânsito é grande.
Hoje, o turista pode fazer o trajeto de táxi ou em um ônibus executivo, que custa R$ 8. O ônibus faz o trajeto aeroporto até a Esplanada dos Ministérios e os setores hoteleiros Sul e Norte.
O VLT que fazia parte do projeto inicial para a Copa em Brasília, teve a licitação cancelada pela Justiça por suspeita de irregularidades. Um novo projeto será lançado, mas as obras podem não ficar prontas para o evento esportivo.
Ele ligaria o aeroporto à primeira estação do metrô, no final da Asa Sul. Com o metrô é possível chegar até a Rodoviária do Plano Piloto (rodoviária central que faz ligação com todas as cidades do Distrito Federal) e fica a dois quilômetros do estádio.
O secretário executivo do Comitê Organizador Brasília 2014, Cláudio Monteiro, disse que o governo está correndo para resolver a licitação do VLT, mas independente desta obra haverá outras opções para se chegar no centro da cidade a partir do aeroporto.
– Isso [a suspensão das obras e cancelamento da licitação] foi uma ação que não se deu nesse governo e ficamos aguardando a decisão da Justiça. A Justiça se pronunciou recentemente. Todas as medidas foram tomadas pra que façamos a nova licitação e o projeto já está pronto. O VLT não é impeditivo para mobilidade. O mesmo trecho pode ser feito por ônibus executivo e VLP [Veículo Leve sobre Pneus].
De acordo com Monteiro, as obras do VLP, que estão funcionando normalmente, ligarão as cidades do Gama e Santa Maria ao centro da capital, passando pelo aeroporto até a Rodoviária do Plano Piloto.
O secretário para a Copa diz que “não vai ser por falta de transporte que as pessoas que visitarão a cidade e mais aqueles que aqui moram terão problema para assistir a Copa”. Na opinião de Monteiro, Brasília não tem problemas de mobilidade.
– Nosso grande diferencial no DF é ser uma cidade jovem, planejada. Temos problemas nos modais, mas estamos mudando os modais sem dificuldade. Não temos que fazer desapropriações, não temos áreas desafetadas, pessoas transferidas, só adequação dos espaços e pistas.
Trânsito intenso
Já para moradores do Distrito Federal, os problemas de trânsito não são novidade e ele deve ser uma das grandes dificuldades para assistir aos jogos o mais próximo possível do estádio.
Durante a semana, em horários de pico, os moradores das saídas Sul e Norte enfrentam engarrafamentos intensos para chegar ao centro da cidade e, com a Copa, não deve ser diferente.
Se chegar até o centro da cidade tem suas dificuldades, a partir do momento que estiverem na região central, turistas e moradores do DF não devem ter problema para se locomover. O estádio fica a cerca de dois quilômetros de distância da rede hoteleira, por exemplo, e a menos de três quilômetros do setor hospitalar.
Isso deve fazer toda a diferença, segundo Monteiro. O Estádio Nacional de Brasília está sendo construído próximo ao marco zero da cidade, no centro da capital.
– A construção da arena multiuso no marco zero da cidade favorece muito. Mobilidade no Distrito Federal não é problema, muito pelo contrário, é solução.

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