Hoteleiros falam sobre investimentos no Conotel

[Por Panrotas, 10/11/2011]
O último dia do 53º Congresso de Hotéis, o Conotel, realizado em São Paulo, é, também, chamado de “Investiment Day”. Após a apresentação do Placar da Hotelaria, o assunto passou a ser as tendências do novo ciclo de desenvolvimento hoteleiro.
O painel, que teve a moderação de Ricardo Mader, da Jones Lang La Salle, contou com a participação do diretor geral da Accor na América Latina, Roland Bonadona; o diretor regional de Desenvolvimento do IHG Brasil, Ricardo Manarini; o diretor geral e fundador da Intercity, Alexandre Gehlen; e o diretor para Américas da Host Hotels, Rogério Miranda.
ATUAÇÃO
Os três representantes de redes hoteleiras, Bonadona, Manarini e Gehlen, concordaram que uma forma eficiente e eficaz de incrementar os resultados é investir nas franquias. “Buscamos contato com hoteleiros independentes para compor nossa rede. Essa é uma tendência”, disse o diretor da Accor. Ele também falou que 60% do faturamento da rede em vendas de diárias é proveniente desse nicho.
Manarini, por sua vez, falou que este tipo de atuação faz com que os hotéis independentes tenham maior visibilidade e, por conseguinte, rentabilidade ao ingressar em uma franquia de rede internacional. O representante da IHG ressaltou que as marcas econômicas Holyday Inn e Holyday Inn Express também trazem resultados positivos.
A Host Hotels é uma “investidora profissional”, de acordo com Miranda, com US$ 15 bilhões em ativos no mundo todo. Ela não administra hotéis, e sim faz investimentos para, futuramente, ter participação nos resultados do empreendimento. No Brasil, eles atuam no Marriott Rio de Janeiro.
INVESTIMENTOS
Este foi o ponto alto do painel. As formas mais citadas foi o financiamento pelo BNDES, o Condotel e uma recente para o setor: o Fundo de Investimento Imobiliário. Os hoteleiros concordaram que, mesmo com a taxa de juros, as linhas oferecidas pelo BNDES ainda são eficientes para quem deseja investir.
Apesar de Mader ter ressaltado que o Condotel foi importante para o desenvolvimento da hotelaria no País, Miranda, da Host Hotels, disse que a desvantagem desse modelo é em relação aos próprios investidores. “Já fui a reuniões com mais de 200 pessoas que investiram no empreendimento, muitos moradores, que não discutiam formas de trazer melhorias para o local, e sim coisas irrelevantes, como a possibilidade de os vizinhos terem um gato ou não”, explicou.
A Accor terá uma unidade em Belo Horizonte financiada por meio do Fundo de Investimento Imobiliário. “Só nos resta esperar como será o desempenho desta modalidade”, concluiu Ricardo Mader.

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