Ficha nacional de hospedagem e Censo da Hotelaria

[Por Brasilturis, 08/11/2011]
Rubens Régis, da Associação Brasileira de Resorts; Ricardo Moesch, do Ministério do Turismo; Enrico Fermi, presidente da ABIH Nacional; Julio Serson, vice presidente do FOHB e Alexandre Sampaio, da FBHA – uma coletiva com muitos assuntos logo após a abertura do 53o. Conotel
Na coletiva pós-abertura do 53o. Conotel, as quatro entidades representativas do setor tiveram na mesa a companhia de Ricardo Moesch, diretor do Departamento de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico do Ministério do Turismo, considerado como o homem da classificação hoteleira, através do trabalho desenvolvido nesta polêmica questão. Dele também surgiram informações vitais no desempenho do setor, como a questão do Censo Geral Nacional que tem os itens sendo atualizados pelo IBGE e deverão ser apresentados até o final deste ano. Vale lembrar que os dados até aqui disponíveis referem-se a 2006.
Os oito mil estabelecimentos cadastrados no Cadastur diminuíram consideravelmente um dos problemas crassos da hotelaria, a informalidade. Ainda assim, os dados possibilitarão um novo impacto na apreciação e referência. Como frizou Alexandre Sampaio, da FBHA, ‘no sentido de qualificar o mercado deverá ser um pouco mais abrangente’.
Alexandre também questionou e obteve a concordância e o apoio de Moesch quanto á Ficha Nacional de Hospedagem que deverá ser apresentada em seu novo modelo dentro em breve. A data prevista está para o dia 16 próximo, mas a sua aplicação, com os três módulos formatados, e antecipando uma tendência mundial, ainda deverá ser postergada para mais 160 a 180 dias.
‘Com as facilidades que ela possibilitará depois da fase teste, o sistema integrará os atuais utilizados pela hotelaria brasileira e será um divisor de águas para o setor estatístico’, garantiu Moesch. O adiamento da entrada em vigor é reiterado pelas entidades no sentido de que o Mtur está no caminho certo mas é preciso um aprimoramento técnico. ‘Ao invés da alta, entendemos que ela possa vigorar a partir da próxima baixa temporada e isto o ministro Gastão Vieira já entendeu como correto e está sendo sensível ao nosso apelo’, admitiu Alexandre Sampaio.
Julio Serson, vice do FOHB, foi quem mais detalhou a questão dos financiamentos, afirmando que ‘nas linhas de crédito, o grande problema continua sendo a burocracia’. Das colocações apresentadas com grande alarde no ano passado – setores do governo e BNDES – apenas três empreendimentos conseguiram a obtenção e um deles ainda teve entrave posterior.
Ainda na questão da classificação hoteleira, Moesch completou a coletiva com a questão do Grand Hyatt e os fatos divulgados ontem sobre alimentação. A questão é da vigilância sanitária mas é lógico que se houver repetição na continuidade do problema, o hotel poderá até perder sua classificação. O estabelecimento anunciou no fim de semana que havia obtido a primeria condição de cinco estrelas da nova classificação, na realidade passou na primeria auditagem do Ipea, não houve a homologação do resultado que dependerá do laudo a ser aprovado pela Secretaria estadual de Turismo e depois pela Comissão das entidades nacionais e do Ministério. Aí sim poderá ser habilitado ao Selo de Qualidade, de acordo com as determinações da Lei 11637/07 que disciplina esta condição. Moesch informou que estão em análise 50 hotéis no setor dos estrelados.

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