Seminário HN fecha evento com debate sobre publicidade para hotéis

[Por Hôtelier News, 06/10/2011]
“As pessoas não sabem o que elas querem até mostrarmos a elas”. Foi com esta frase do falecido empresário Steve Jobs que o mediador Luiz Vendramini, da Law Comunicação, iniciou a apresentação do painel final do o ciclo de palestras do 3° Seminário Hôtelier News de Marketing e Vendas, que terminou há pouco na capital paulista. O que as agências de publicidade podem fazer por seu hotel? teve a participação de José Luiz Tavares, diretor da Nexial Marketing Group, Marcelo Molnar, diretor da Todo Ouvidos, e Sergio Fecuri, diretor da Opy Comunicação.
Uma das principais propostas foi a explicação do significado de marketing dentro de um hotel. Para José Luiz Tavares, da Nexial Marketing Group, o marketing dentro de um hotel “é quase um pleonasmo”. “Para mim, hotelaria é marketing com um lugar para dormir e outro para tomar banho. Todo mundo faz marketing para impressionar e passar uma experiência positiva para o consumidor que chegou ao hotel. Eu acho que essa atividade, pelo menos na hotelaria, é muito grande para ficar restrita em quatro paredes”, afirma.
Uma das questões também propostas na discussão foi a diferença entre o que é uma obrigação e o que é um diferencial de um hotel. Para Sérgio Fecuri, a agência de publicidade deve interagir constantemente com o departamento do hotel. “Eu vejo como papel da agência ajudar o hotel a buscar esse diferencial”, diz. Ele afirma que falta buscar variáveis. “Hoje em dia eu vejo pouco hotel se preocupando em buscar realmente um diferencial. Continuamos vendendo cama macia, e outras coisas que já viraram obrigação”, ressalta.
O mediador Vendramini explicou aos presentes a diferença entre marca e logotipo. Para ele, o logo traz em sua essência um trabalho de design. A marca, por outro lado, representa a experiência que o logotipo vai causar.
Marcelo Molnar fez outra leitura, comentando a formação de marca na hotelaria. “Vejo pouca gente investindo em uma marca a longo prazo e considero necessário. Entendo que às vezes os recursos são poucos, e acabam destinados para as prioridades mais próximas. Na hora em que você olhar aquele símbolo, precisa parecer como se estivesse enxergando o símbolo do time de seu coração. Essa é uma marca bem sucedida”.
Os participantes abordaram o fortalecimento da marca por meio do destino. Para Tavares, a ideia de empresas que se reúnem para mostrar o destino é válida. “O turismo é feito de criar boas histórias para criar destinos. Histórias de certo modo são diferenciais”, diz.
Já para Fecuri, não só o destino, mas a cultura também conta, além de ser um manancial de ideias para a agência. Molnar reforça que a equipe interna precisa obrigatoriamente estar integrada para construir a experiência.
Por fim, foi discutida a questão do preço que vale a comunicação. “Todo mundo reclama que comunicação é cara. Mas a questão é que R$ 1 milhão e R$ 10 em resultados é muito mais lucro do que R$ 10 que não gere lucro nenhum. O hotel precisa ganhar bem com seus clientes, e a agência também para que o ciclo funcione”, reforçou Vendramini.
O seminário foi organizado pelo Hôtelier News em parceria com a Cenarium Training & Coaching. Contou com o patrocínio da clickOn, Mundi, Micros Fidelio, Easy RMS, Travel Click e Pmweb; e apoio do InterContinental São Paulo e Sopa de Letrinhas Marketing em Ação, com apoio institucional do Fohb (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil), da Resorts Brasil, do SPCVB e da ABIH Nacional (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis).

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