Alagev debate políticas de viagens “personalizadas“

[Por Panrotas, 25/02/2013]
O primeiro dia da oitava edição do Latin America Corporate Travel Experience (Lacte) terminou hoje, em São Paulo, com sessão geral que tratou das vantagens em se colocar o viajante como prioridade dentro das viagens corporativas. O diretor executivo da Associação de Executivos de Viagens Corporativas (Acte, da sigla em inglês), Greeley Koch, apresentou algumas tendências para o setor, partindo da ótica de que o passageiro já teria se tornado prioritário nas viagens corporativas – e não mais as corporações, como anteriormente. “Essa mudança comportamental é a primeira tendência que verificamos. E, diante dela, surgem várias tendências, como o fato de que essas pessoas, esses viajantes de negócios, querem manter sua rotina, seu estilo de vida durante as viagens”, contou.
Koch destacou as “novas prioridades” para esse viajante, que passa mais tempo no ginásio do hotel que no bar, por exemplo, e destacou a necessidade de conexão para manter a comunicação – usando como argumento o sucesso das redes sociais, como o Facebook. “E vemos as adaptações ocorrendo por parte da indústria. O Aeroporto de San Francisco, por exemplo, oferece hoje uma sala de ioga. Como ele, há aeroportos do mundo todo inovando, querendo oferecer exatamente o que esse novo viajante de negócios busca. É muito mais do que o shopping center”, exemplificou. O diretor da Acte foi questionado por Viviânne Martins, presidente da Alagev, e Ricardo Ferreira, da Alatur, que participaram do debate mediado pelo editor-chefe da PANROTAS, Artur Luiz Andrade.
Ferreira classificou as tendências apontadas pelo diretor da Acte como de “senso comum” e lembrou que o desafio do gestor de viagens é definir seu papel nesse cenário. “Vejo dois tipos de gestores”, disse Koch. “Aquele que vai se restringir a seguir a política de viagens, estritamente, e aquele que vai ouvir as demandas, fazer pesquisas, mostrar ao viajante de que modo ele pode conseguir aquilo que procura dentro dessa política ou onde ela poderia ser flexibilizada”, apontou. A presidente da Alagev perguntou se as políticas de viagens personalizadas poderiam ser uma tendência. “A tendência deveria ser o gestor de viagens ouvir o viajante. A comunicação entre eles pode permitir o engajamento de ambos na realização da política de viagens estabelecida”, analisou o diretor da Acte.
PROVOCAÇÃO
Ricardo Ferreira aproveitou o debate para fazer o que chamou de “provocação” às TMCs. “Nosso negócio não é cuspir relatórios, mas sim fazer com que as pessoas viajem pelo mundo e concretizem seus negócios”, disse, criticando que a preocupação com investimentos em relatórios cada vez mais detalhados, rápidos e modernos não deveria ser o principal negócio da TMC. Questionados sobre a tendência de retomada da gestão dos serviços, em lugar da gestão dos custos, por parte dos gestores de viagens, a presidente da Alagev foi enfática: “Para mim, serviço é e sempre será o diferencial. Acho que o gestor de viagens deve ajudar a corporação a desenhar a melhor política e ajudar o viajante a tirar o melhor proveito dessa política”, disse.
Amanhã, o segundo dia do Lacte começa às 8h30, com sessão geral que terá a apresentação do jornalista e apresentador Zeca Camargo.

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